

Pierre me levou nos braços até a entrada principal do teatro e no caminho ele explicou sozinho a minha professora que eu havia passado mal no camarim e que precisava urgentemente de cuidados médicos. Minha aparência devia ser a pior possível pois a Senhora Husseau nem mesmo o questionou, apenas disse que eu faria muita falta.
- Estou tão ruim assim? – Perguntei á ele.
- Está abatida. Parece que sofre de uma doença grave ou algo assim. Está muito pálida e fria também. – Pierre me segurou com um pouco mais de força e também passou a ir mais devagar.
- Onde estamos indo? – Perguntei.
- Lembra quando te prometi irmos ao Avec Tristesse? – Eu confirmei com a cabeça. – Vou cumprir minha promessa. Mas não como eu gostaria de cumprir, mas estou a cumprindo de certa forma. – Paramos na entrada do teatro. Pierre me deixou ficar de pé, mas eu mal sentia minhas pernas, precisei de seu apoio para ficar de pé. – Desculpe, eu realmente não queria que isso acontecesse minha querida.
- Não foi sua culpa. – Respondi o encarando. – Eu nunca vou te odiar Pierre se este é o seu medo, fique calmo, pois nada que venha a acontecer vai fazer com que eu te odeie.
- Se eu não tivesse lhe contado isso jamais teria te acontecido. Não por agora ao menos.
- Agora eu sou como você. Somos iguais agora. – Acariciei seu rosto e ganhei um carinho seu em resposta.
- Espero que não sofra no nosso mundo. Mas se sofrer, eu estarei ao seu lado, segurando firme sua mão. – Ele apertou minha mão, foi reconfortante. Aida parou com o carro na nossa frente, novamente Pierre me amparou e me encaminhou até o banco de trás me acomodando. – Coisas vão acontecer, e a julgar o que eu conheço de você, você não vai gostar nada.
- Pare de ficar mimando o meu bebê! – A voz aveludada de Aida ressoou do banco dianteiro do veículo. – Ela é minha vampira bebê! Não quero minha bebezinha mimada! Se não quer que minha bebê sofra, não a mime Pierre, você sabe disso.
- Não a trate como uma criança Aida! Ela é uma mulher e tanto! – Pierre respondeu rispidamente, eu, eu preferi ficar muda, a discussão destes dois era estranha demais.
- E tanto! – Ela suspirou. – E tanto, principalmente. Minha vampira bebê é linda! Brindaram-me em abraçar para a vida escura uma bebê tão maravilhosa!
- Estou ficando constrangida. – Falei por fim.
- Não fique! Você é linda mesmo bebê! Linda demais! – Ela riu. – Pierre, Pierre, ela vai lhe dar trabalho.
- Ela é linda! – Ele riu amargamente. – E ai do vampiro que se aproximar dela!
- Adoro quando você fica bravinho! É uma reação comum de um Condenado como você perto de uma Filha do Som como eu, e agora, tem minha bebezinha, ela será a melhor! Farei dela a melhor!
- Você é muito depravada pra cuidar de uma novata! – Pierre segurou seus cabelos e soltou o rabo que o prendia. – Céus! Onde eu estava quando isso tudo foi resolvido! – Ele sacudiu a cabeça, eu sabia perfeitamente que aquilo era um monólogo. – Aida você trouxe bolsas de sangue? – Senti um gelado na minha espinha.
- Consegui algumas para o meu bebê. – Ela sorriu. – Mas saiba que foi bem caro!
- Não se preocupe com isso. Vou precisar de duas. Me dê! – Eu comecei a me afastar de Pierre, temia o que ele iria fazer com aquilo que ele estava pedindo.
Aida puxou uma caixa térmica da parte da frente do carro e a entregou para Pierre, nela havia algumas bolsas de sangue, não pude contar. Pierre pegou duas e colocou a caixa novamente no banco dianteiro. Ele ficou diferente, como na noite em que me contou que era vampiro, os olhos ficaram vermelhos, as presas longas, ele furou o plástico que guardava o sangue, o líquido verteu para sua boca, eu senti um cheiro adocicado tomando conta do carro, não parecia o cheiro de sangue que eu estava habituada a sentir. Pierre me estendeu sua mão, os cantos da boca sujos de sangue, eu não fui para junto dele, ele me puxou com agilidade, segurou meu rosto com a mão que estava livre e me beijou, eu tentei evitar, mas não tive forças para isso. Ele foi transferindo o líquido de sua boca para a minha, acabei por beber um pouco, e como se nunca tivesse tido aversão á sangue, desejei mais, desejei feito louca, não me reconheci. Eu me abracei a Pierre quando terminei de tomar aquilo, senti lágrimas grossas caindo dos meus olhos.
- Desculpe. Tem de ser assim querida. – Ele secou meus olhos, me mostrou as lágrimas, eram de sangue. – Não chore nunca meu bem. – Ele deitou minha cabeça em seu peito e lá eu fiquei, me sentia segura lá.
- Chegamos. – Aida parou o carro diante da Avec Tristesse, estava muito cheia.
- Acha que pode andar? – Pierre me perguntou enquanto abria a porta do carro e saía.
- Acho que sim. – Eu cambaleei feito uma bêbada quando tentei me levantar. Pierre me segurou pela cintura, evitando uma queda.
- Acho que não. – Ele sorriu, desde o camarim era a primeira vez em que sorria com franqueza.
- Hei bravinho! – Aida o chamou. – Acha que pode nos fazer burlar esta fila gigantesca?
- Talvez sim, talvez não. – Pierre me abraçou pela cintura e me conduziu até a entrada do lugar, muitas pessoas xingaram obscenidades em quanto furávamos a fila enorme. – Edmont está nos esperando, deixe-nos entrar, por favor. – Pierre disse á um dos seguranças.
- Monsieur Edmont não nos disse nada sobre possíveis visitas hoje. – O segurança disse rispidamente.
- Pois então, pegue este seu rádio e se comunique melhor com o seu patrão! – Eu sabia melhor que ninguém que Pierre odiava ser contrariado. O homem pegou o rádio e após algum tempo voltou um tanto quanto constrangido.
- Monsieur Edmont disse-me para levá-los até o Salão Nobre.
Pierre continuou abraçado á mim, me acariciava de leve nas costas e na base dos cabelos. Fomos atravessando os diversos ambiente da casa noturna, até uma porta estreita e de material anti-som. O segurança a destrancou e digitou vários códigos de segurança, a partir daí seguimos sozinhos. Subimos por um corredor estreito que tinha uma escadaria no seu fim, algumas portas ao longo desta escadaria, e uma outra no seu topo. Pierre deu três batidas fortes na porta. Um homem alto de cabelos negros e longos a abriu.
- Raven! – Pierre parecia surpreso. Mas o homem que abriu a porta parecia ainda mais surpreso que ele, ele me olhava fixamente.
- Justinie... – Suas palavras sumiram. Ele sacudiu a cabeça. – Pierre, Aida! Como foi tudo? Ela á a garota nova?
- Não sabia que estaria aqui Raven. Esta é Clarissia, foi trazida ao nosso mundo esta noite. – Pierre fez um sinal para que eu entrasse na sala.
- Você me chamou de que? – Perguntei ao tal Raven.
- Não foi nada pequena. É que você é muito parecida com uma velha amiga. – Ele fez uma pequena pausa e desbloqueou a porta. – Os outros estão jogando cartas, me acho velho demais para estas coisas. Vamos entrando.
Entramos, haviam alguns homens jogando cartas em uma mesa redonda, um deles cobriu o rosto rapidamente com o seu chapéu, nem pude ver o seu rosto, os outros gargalharam do seu ato compulsivamente. Pierre apertou seu braço em minha cintura, Aida estava indiferente no canto esquerdo da sala ampla e bem ornamentada em que entramos, Raven meneava a cabeça levemente em sinal negativo.
- Val... – Um dos homens tomou palavra. – Pobre Val, tudo bem, a mocinha agora é como nós. Não é?
- E alguma vez eu fiz um trabalho mal feito! – Gritou Aida.
- Excelente!
O homem que cobriu o seu rosto deixou o chapéu cair sobre a mesa. Eu tive vontade de gritar, Pierre me acolheu de forma protetora. Eu nunca havia na minha vida visto um homem com o rosto tão horrendo e deformado como o dele. Fiquei assustada com o que via, mas tive pena acima de tudo, ele devia sofrer com aquilo, ele com certeza fora um homem um dia.
- Você é a garota Vielmont D’ Voyalle? – O homem se dirigiu diretamente á mim. – Sou Edmont Parfeaur. – Ele se virou para os outros. – Terminamos de jogar em outro momento. Vão se divertir! – Todos os vampiros saíram, Ficaram na sala somente Raven e Pierre. - Eu quero ficar sozinho com a menina. – O homem disse me pegando pelos cabelos. Instintivamente tentei me agarrar em Pierre e ele tentou me segurar.
- Isso não é necessário Edmont! Céus ela está muito confusa ainda. – Pierre tentava me segurar, e o tal Edmont me puxava para si.
-Saia agora Pierre! – Edmont exigiu e me puxou definitivamente para junto de si.
- Edmont, eu estarei aqui fora. – Raven anunciou. – Espero realmente não ter de entrar aqui.
- Claro que não Raven. – Edmont afrouxou seu abraço de urso. – Diga ao Val que precisarei logo dele.
- Claro. – Raven deu as costas e saiu.
- Clair, qualquer coisa, me chame... – Eu aquiesci.
- Sai Pierre! Não quero ter de repetir!
- Muito bem. Muito bem! Você é Clarissia Vielmont Voyalle?! Ah querida você não tem noção do fardo que o seu nome leva. Bom, você agora tem regras. Uma delas o seu amiguinho quebrou com você ontem á noite, e ele ainda vai pagar caro por isso. Então, você já sabe: nada de falar sobre nós para os mortais. Bom, cada um de nós tem o nosso dom das trevas revelado de formas diferentes, a sua mestra vai te ensinar tudo como deve ser as coisas com os que são iguais á você.
- Agora eu sou como o Pierre? – Perguntei em voz baixa. Ainda assustada com o jeito intimidador daquele vampiro.
- Sim. – Eu suspirei. – E não. – Minha chateação ficou nítida. – Ambos são vampiros, todos nós que estávamos nessa sala somos vampiros, mas cada um é diferente do outro.
- Nacionalidades?
- Não necessariamente. – Ele sorriu e isso me deixou mais tranqüila. - Como você faz perguntas menina! Lembra do que eu lhe disse antes, cada um tem seu dom revelado de formas diferentes, porque somos diferentes. O Val, você se lembra dele? É um sujeito exótico o Val. Ele vai te mostrar uma coisinha. Preciso trocar duas palavras com seu namoradinho. Edmont grunhiu.
- Eu queria te fazer algumas perguntas. – Disse sem jeito. Ele me fez uma careta.
- Eu não sou seu pai, sua mãe é a Aída, esclarecer suas dúvidas e tudo que passe na sua cabecinha de recém nascida é com ela! – Ele respondeu impaciente.
O homem deformado entrou pela porta e me fez uma reverência puxando em seguida uma espécie de lenço do bolso do paletó e secando o canto do que me pareceu ser sua boca.
- Olá senhorita Vielmont. Eu sou o Volmont, não será difícil de a senhorita guardar. Mas eu realmente prefiro que me chame de Val. – Acho que ele sorriu.
- Sim. Tudo bem Val. Pode me chamar de Clarissia, o Pierre me chama de Clair. Por favor, esquece a “senhorita”.
- Claro. Venha comigo, eu vou lhe mostrar uma coisa que eu posso fazer com o meu dom das trevas.
- Essa agora! – Exclamou Edmont. Eu não compreendi. Val me estendeu o braço, e eu sem jeito estendi o meu e me deixei ser guiada.
- Onde está à mulher que fez isso comigo?
- Ela tinha alguns problemas pra resolver e foi embora.
O homem desceu comigo para a multidão e penetrou em meio á ela, mas pareceu não ser visto pelas pessoas, foi até o bar e pegou dois drink’s de gim.
- Você gosta de gim com morango?
- Obrigada.
Ele me deu um dos copos, eu tomei um gole. Eu adorava gim com morango, mas o gosto me pareceu horrível, eu tomei outro, mas senti vontade de cuspir. Eu bebi o resto do drink de uma só vez, senti uma repulsa horrível daquela bebida.
- Você é realmente muito educada. – Ele disse com gentileza.
- Como? – Perguntei espantada.
- Esse gim deve ter tido o pior gosto do mundo pra você. Até você se acostumar com os novos sabores das bebidas, vai ser horrível mesmo tomar outra coisa que não seja sangue. Quanto á comida, nem tente querida, você vai se sentir mal imediatamente.
- Entendi, eu acho. Mas como você passou despercebido por todos. – Quando percebi já havia falado. Eu e minha boca grande, com certeza eu o deixei magoado.
- Sim, eu realmente chamo á atenção não é meu bem? – Eu o magoei, estava certa disso. Quando tentei me desculpar ele me interrompeu. - Tudo bem, não fique constrangida, essa é a realidade, e eu sei disso! É um dom que eu tenho, eu posso confundir as pessoas, elas vão me ver, mas não nessa minha aparência, serei visto como uma pessoa qualquer.
Eu tentei sorrir, tentei fazer aquele momento de constrangimento passar, mas era tudo muito inevitável, fui muito mal educada antes, o pobre Val estava se saindo bem, mas eu sabia que eu o havia magoado.
Alguém puxou meu braço com força, fazendo-me virar de costas para Val. A tendência das coisas é sempre piorar, Alexander me segurava pelo punho com bastante força, eu me controlei, olhei pra trás, mas Val não estava mais lá.
- Ora, ora! Eu nunca imaginei lhe ver em um lugar desses. – Alexander já estava disposto a causar confusões.
- Eu vim pra resolver negócios Alex, continuo não gostando deste tipo de lugar. Os acho mal freqüentados! – Escapou, nem vi como, mas já havia falado, e incendiei a raiva de Alexander.
- Ele está com você não está? Aquele desprezível!
- Alexander, eu não quero discussões. Eu preciso ir até o escritório...
- Você não vai a lugar nenhum! – Alexander segurou com ainda mais força meu braço, mas eu estranhamente não sentia a dor que aquele gesto brusco deveria me causar.
- Hei cara! – Chamou uma voz conhecida, mas que eu não reconheci de imediato. – Deveria se meter com alguém do seu tamanho! – Raven, era ele, ele puxou-me das mãos de Alexander e o segurou com apenas uma mão sem fazer o mínimo esforço. – Rapaz, você não está em um território amigável, cuidado! Você deve se meter com as pessoas certas, não queremos ver seu sangue derramado, não é verdade?
- Quem é você? – Alexander parecia intimidado.
- Não vem ao caso. – Raven passou seu braço por meu ombro e deu as costas para Alexander. – Justinie, você sempre está metida em encrencas.
- Porque você me chama de Justinie? – Perguntei á ele.
- Justinie. É que você é muito parecida com sua avó, tataravó na verdade. – Eu o encarei, uma chuva de lembranças que eu não me lembrava de ter vivido começou a me assolar.
A primeira imagem foi em um bosque escuro, á noite, eu estava um pouco diferente, mas sabia que era eu, e eu parecia estar perdida. Um grupo de homens á cavalo se aproximou e um deles desceu, quando vi seu rosto, senti uma onda de choque tomando meu corpo.
- John? ... – Murmurei.
O que desceu me colocou em seu cavalo e me levou daquele lugar.
- Minha mãe John, eu tenho de encontrá-la. Sei que não vai me ajudar.
- Existem grandes perigos neste bosque Mademoiselle Justinie.
Um enorme lobo cinzento correu pelo bosque, estava sozinha novamente. O lobo ficou sobre duas patas na minha frente, senti o cheiro da morte, mas então ele correu para outro lugar.
- Clarissia? – Essa voz parecia tão distante. – Clarissia está me ouvindo?
Agora eu andava em uma mata totalmente fechada, um homem sentado ao meu lado com a cabeça em meu ombro, fazia com que eu me sentisse totalmente segura. Segura até um monstro de pedra pousar diante da carroça que nos levava.
- Temos de levar a criança que está no teu ventre. Ele não é teu é nosso! – O homem ao meu lado, meu marido eu sabia disso. Começou a se amarrar em correntes.
- Saia agora! – Eu gritei.
- Clarissia? – Clarissia, eu sou Clarissia, e sou Justinie.
Eu estava deitada em uma cama, meu rosto era puro sofrimento, lágrimas desciam por meus olhos, deixando toda a minha face molhada. A luz do luar entrava pela janela.
- Ah John! Se meu marido estivesse aqui isso tudo não estaria acontecendo! – Ele novamente, não havia envelhecido nada. John e Raven eram tão... Iguais! – E tu não estarias aqui...
- Justinie, teu marido, aquele infeliz Yenz escolheu renegar-se, não assumiu o que era, e deu ao filho o destino que o capturou agora. – John não tinha rancor na voz como antes, estava mudado.
- John, ele escolheu o que considerou melhor para nossa família.
- E agora vós tendes a chaga da maldição cainita. A tua família carregará para a eternidade esta chaga maldita. Teu filho mais velho já tornou-se um de nós, e tu estás a beira da morte de tanta tristeza que devasta teu ser.
- John, morrerei hoje, e sei disso. Apenas cuide dele John, promete que cuidará de todos do meu sangue que carregarem consigo esta horrenda maldição. Prometa John!
- Me chame de Raven agora! Me chame de Raven Justinie!
- John, você prometeu! – Luzes piscavam á minha volta, um barulho misto de música e pessoas falando ao mesmo tempo.
- Você está bem? Clarissia? – Uma longa pausa. – Justinie?
Sentia minhas pernas bambas, como se eu fosse desmaiar, segurei firme os braços de John, ou Raven como ele agora gostava de ser chamado, como já me era familiar o cheiro da morte, como eu o conhecia. Raven me segurou com força, me impediu de cair totalmente ao chão, mas eu estava desacordada em seus braços, e estranhamente, eu ainda podia ver tudo á minha volta, vi quando Pierre correu para me tomar em seus braços.
- O que aconteceu? – Ele perguntou com voz tipicamente nervosa, ele era assim, protetor, o anjo que sempre me protegeu tanto, tinha asas negras e só agora eu podia ver.
- Ela caiu, começou a dizer coisas e caiu desmaiada. – Raven, disse de forma tranqüila. – Tudo aconteceu hoje, não foi? Isso tudo pode ser normal.
- Que tipo de coisa ela disse Raven? – Pierre parecia manter certo respeito com Raven, eu sabia muito bem que se fosse um outro, a Aida, por exemplo, que estivesse ali, ele estaria louco e irado.
- Eu fiquei responsável de proteger os membros da família dela.
- Martin? Por isso você faz de Martin um quase Príncipe mais mimado que ele já é?
- Tenho dívidas impagáveis com a tataravó dela. E Martin é um coitado. Ele tem ódio do pai e nem o conheceu direito pra isso, se Martin soubesse que o pai deu a vida por ele, mesmo assim, Martin o odeia.
- Martin nunca gostou muito de mim, e de quase todos que vieram depois dele. Martin não gosta de ninguém, duvido que goste de si mesmo.
- Pierre, Martin sofre, ele sofre á muito tempo, mas tempo que todos nós.
- Você foi feito antes dele.
- Sim fui. Martin nem havia nascido quando fui feito, foi um castigo por matar o antigo Príncipe de Paris, me tornaram o que eu cacei com tanto fulgor.
- Você foi o responsável pelo início da Dinastia Villon? – Pierre fez uma careta e Raven sorriu. – Virar vampiro foi pouco então! – Ambos riram da piada que eu não entendi. Outra vez suas vozes ficaram distantes.
- Ela está acordando. – A voz de Raven parecia falha.
- Clair? Clair querida o que aconteceu?
- Amor? – Eu sussurrei. Pierre me abraçou com força, senti a pressão de seus lábios em minha cabeça.
- Estou aqui. – Ele não me soltou. – Fiquei preocupado.
- O que aconteceu? Lembro de tão pouco. Parece que eu sonhei.
- Você se lembra do sonho? – Pierre me perguntou, agora olhando em meus olhos e segurando meus ombros gentilmente.
- Ela está confusa demais Pierre, não a atormente agora. – Raven sentenciou.
- Mas... Tudo bem. – Pierre pareceu desconfiado, mas inicialmente acatou á tudo. – Já podemos ir pra sua casa. Amanhã teremos outro compromisso, os estão líderes realmente estão a fim de te conhecer, marcaram a reunião muito rápido.
- Hum... Festinhas da Seita... – Raven sorriu. – São fartas e eu gosto disso!
- Todos nós gostamos...
Pierre me deitou em seu ombro, me fez um carinho mimoso. Aquilo estava começando á ficar do meu gosto.
Fomos de táxi até meu apartamento, Pierre estava extremamente carinhoso comigo, e aquilo me fazia feliz. Eu consegui ficar acordada até o início da manhã, quando finalmente não consegui manter meus olhos abertos, fui tomada por um sono avassalador, e mesmo vivendo o momento em que vivia nos braços do meu amor, o sono foi mais forte que eu.
- Porque me sinto assim? – Pierre me deitava lentamente em baixo do seu corpo e me beijava ao mesmo tempo.
- O sol, linda, ele vai te deixar assim no início. – Ele ficava me beijando enquanto falava. – Mas eu vou cuidar de você, sempre que ele te deixar fraquinha. – Eu tentei acariciar seu rosto, mas meu braço estava muito pesado pra ser elevado, suspirei fundo e fechei meus olhos. Primeira noite de sono na minha nova vida vampírica.
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~~~~~~> Olá todo mundo, perdoem a demora pra voltar a escrever, espero que continuem gostando de tudo, como estavam gostando antes. Bom, Mein Herr, em um dos seus comentários você falou sobre não haver necessidades de um vilão pra competir com Pierre o amor de Claríssia, Mein Herr, você sabe o que eu penso quanto á isso, tenho preguiça de vilões, e qual a razão de um vilão vampiro? Isso não seria pleonásmio literal, se é que isso existe? Bom, penso eu, que vampiros são vilões por natureza, mesmo que estes tentem ser "legais", é um fato imutável e ponto, minha história está repleta de vilões, todos os personagens são vilões, são vampiros que matam pessoas, assustam velinhos, botam terror em criancinhas....etc... São vilões, logo, pra que criar mais além dos que eu já tenho? Outros vampiros estão chegando serão apresentados logo-logo, tenham paciência. E no mais se um outro vilão fosse criado, um mais perverso ainda, ele teria por obrigação que destruir todos os outros personagens, inclusive Clarissia, e não lutar pelo amor dela, isso não seria vilão seria um fracassado com dor de cotuvelo....Muito longe do que eu gosto de explorar, gosto de explorar conflitos, principalmente conflitos internos. Logo, não há necessidade de um outro vilão.
Queen E. Nossa, você foi a cara!!! Me comparar com a Anne Rice??? Por todos os deuses!!!! A Anne Rice é minha escritora favorita, eu sou louca pelas obras dela, nossa amo ela demais, se um dia eu chegar aos pés da Anne, nossa, será uma honra mais que enorme, muito obrigada, de verdade, muito obrigada mesmo!!!! Valeu demais, fiquei extremamente feliz com o elogio e honrada também.
Á todos, muuuuuito obrigada pelos elogios, eu espero que tudo que eu venha escrevendo esteja sempre agradando á vocês, os comentários que vocês deixam são extremamente agradáveis.... Muuuuuuuuuito obrigada pessoal!!!!!Vocês fazem do Malditos Cromossomos o que ele é!!!Abraços pra vocês!!!
~~~~~~~~>>Mein Herr, Ich Liebe Dich!!! 1000000 Küsses.... Leia a tradução de Bloody Pleasures, do Blutengel, exclua algumas partes, que você saberá quais são. Ah! Não se esqueça de colocar a música no masculino, o Chris escreveu pra tentar a Constance. O que você pensa do resto? I like!!!!
~~~~~~~~~~>>>Whisper, amiga, adorei as dicas, veremos o que se pode ser feito caso seja necessário!!! Amo Você Demais amiga!! Magneto, obrigada você também!!! Bjos pra vocês!!!
...A Dama da Noite...
4 Dá o grito aí!:
A tentação...existe algum pecado mais nobre e saboroso do que a luxúria? Não precisa perguntar o que eu acho do resto da letra, já é do seu conhecimento Dama da Noite. Impressionante o que uma mulher tentadora faz com a cabeça dos homens, adoro perceber que existe uma única Dama tentada por mim também... porém isso é um caso a parte Dame.
1000 kusses mein Dame, Ich Liebe Dich!!! PS: Adorei a dedicação dessa música à mim.
Ass: Ewig Herr Donner
esse post da Dama da noite realmente superou, nao sei por que mais estou cada vez mais envolvida com esse conto, concordo plenamente quando a Queen E. te compara com a Anne Rice vc realmete escreve tao bem quanto ela.
Whisper me falou que vc nao sabia quem eu era, agora acho que ja tem uma nosçao, pelo menos eu pedi a ela para t contar.
Whisper amiga t amo muito e espero que vc esteje bem depois de sabado, eu realmente estou preocupada com vc, e vc sabe o motivo. Obs: nao faça igual sua prima ouviu
xoxo
P.
Dama, é sério, meu comentário anterior foi de coração, fico feliz em ter contato com contato com contos tão maravilhosos quanto os seus, e mais orgulhosa anda por saber que a escritora é você, alguem tão cheio de potencial artistico. Espero que lance pelo menos um livro, estarei na fila para compra-lo, e quero autógrafo também. Continue assim.
Amiga, já nem sei de onde tirar mais elogios à sua pessoa.. Mas q bom q existem outros q o façam por mim, como os outros comentários que este post recebeu, enfim... concordo plenamente.
Algo que me chamou a atenção foi o nome de Yenz... Me lembrou um outro conto... Estou certa?
Bjoks amo vc....
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