quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A Mudança - parte final

Nisso Marcela lhe da um chute e tenta correr pra longe. Mas antes que ela consiga se mover, varias maos a agarram. Ela tenta sair mas não consegue. Quando ela olha por cima do ombro, ve todas as suas bonecas a segurando. Ela chora desesperada, tentando se soltar, mas não consegue. A força das bonecas e descomunal.
- Ela so queria seu carinho Cella. – gargalham algumas bonecas arrastando e empurrando Marcela para a cama, onde e jogada e presa por varias maozinhas q a seguram.
- Agora vamos relembrar os velhos tempos Cella querida.
Caah subia em cima da cama enquanto falava. Marcela olhou para a boneca e teve seu grito abafado por um coelho de pelucia rosa. A boneca trazia uma tesoura enorme nas maos. Se aproximou da rosto de Marcela e começou a acaricia-lo.
- Voce foi uma otima amiga, disse cortando varios chumaços de cabelo da garota.- Mas agora não a quero mais. Vou jogar voce fora assim como voce fez comigo.
E com um grito de odio enfiou a ponta da tesoura no olho da garota. Sangue jorrou para tudo que e lado, enquanto Marcela gritava de dor tendo seu olho esmagado pela ponta da tesoura. Enquanto o sangue escorria, ela sentia varias picadas pelo corpo. Olhando para baixo, com o olho que sobrara, viu que varias outras bonecas a atacavam com pequenas facas. Todas tinham olhares furiosos, e sorrisos medonhos. Mas Caah era a mais feliz. Seus olhos brilhavam enquanto via as bonecas esfaquiarem a pele branca da garota.
- Voce sempre nos maltratou Cella. Nunca passamos de meros objetos pra voce. Agora vai saber como e ser esquecida e maltratada por alguem que ama.- dizendo isso a boneca rasgou o rosto da garota com a ponta da tesoura. Enquanto Marcela gritava as outras bonecas enfiavam as facas por seu corpo, a deixando em um banho de sangue. Caah, fez tudo que Marcela fizera com ela. Arrancou os olhos, os cabelos, cortous seus dedos dos pes e muito mais. Para finalizar, qnd Marcela deu um ultimo grito, a boneca arrancou sua cabeça, e se afastou sorrindo. Em um piscar de olhos havia sumido.Sob os sorisos das outras bonecas.
Os pais de Marcela chegaram de madrugada e foram ver a filha no quarto. Mas não a encontraram. O quarto estava vazio. So as bonecas, e os moveis, que continuavam intactos. Seus pais olharam no guarda roupa, mas suas roupas continuavam la. Chorando imcompreendidos eles acreditaram que ela havia realmente fugido. Seus pais sem entender o por que a procuraram por meses, mas não tiveram sucesso. O quarto da garota continuou intacto. Seus pais acreditavam na sua volta. Com o tempo algumas bonecas foram doadas, e o quarto foi ficando mais vazio. Ate que ficaram so algumas que Marcela gostava mais. Uma inclusive, reparou a mae da garota, se parecia muito com ela. Dos cabelos a pele rosada, e ate as roupas rosas que ela dorava usar. A senhora ficou parada por alguns segundos, observando a boneca, enquanto uma lagrima descia em seus olhos. Tinha tanta saudade da filha. Ela se afastou e saiu do quarto, fechando a porta ao passar. Deixando a boneca só, com os olhos molhados enquanto duas lagrimas desciam.
Dizem que a maioria das bonecas voltou para as lojas e foram vendidas. Algumas continuam por ai, em casas de garotas, esperando so o momento para se vingar de tudo que fazem a elas. Reza a lenda, que algumas vezes se pode ouvi o choro baixinho das bonecas durante a noite. Basta prestar atenção.

Fim

Pois é povo. Demorei mas acabei o conto. Desculpe o monte de erros, mas meu pc ta travando pakas, ai ja comecei e recomecei a editar o conto umas 4 vezes.(kkkkkkk).
Espero que gostem. Povo adorei ver vcs no dia 20. Amei o livro que ganhei(te amo Whisper), e espero ter acertado o meu.rsrs. Ah e senhorita Queen, a proxima vez que pular na frente de um carro, a gente passa com outro em cima de vc!!! Quase tivemos um treco!! kkkk
Boas festas pra todos!!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

CENA DO LUA

CENA DO LUAL, SEM REVISÃO HEHE - Primeira mão



O dia de trabalho ocupou bastante a mente de Bruno, mas no fim, ao terminar de se arrumar e olhar no espelho lembrou de quando via Lidiane refletido nele. Virou, dirigindo-se ate a porta e antes de apagar a luz olhou profundamente para o espelho, não é possivel saber o que exatamente pensou, era um olhar misto, misterioso, não indesifravel por si só, apenas inconstante. Por fim apagou a lampada, fechou a porta e foi até seu carro.
A cidade estava silenciosa, porém inquieta como se a qualquer instante fosse tocar um sirene e todos fossem sair pela rua, poderia ser o clima exalando essa sensação, ou apenas o seu olhar incredulo que essa noite poderia adiantar algo.
Parou o carro, subiu as escadas, antes que pudesse fazer qualquer coisa a porta se abriu.
- O que uma noite, e um lual não fazem com uma mulher.
- Quando ela estar com a pessoa certa, fazem muita coisa. - Rebateu com um olhar sedutor.
Enquanto Jhenifer fechava seu apartamento, Bruno ficou admirando aquela bela mulher que de manhã via apenas como uma menina. Seu cabelo estava grande, ondulado nas pontas, sua roupa um vestido preto, que ia descendo seu corpo em diagonal, sobrepondos-se com um tecido transparente revelando sua pele branca, que com a iluminação do ceu e da lua ficava um contraste incrivel. Um expetaculo de cores, pensou ele, preto e branco, a neutralidade dominando o positivo e o negativo, hamoniando o momento e pertubando seus pensamentos.
- Você estar parecendo uma menininha de anime. - Finalizou seus pensamentos ao entrar no carro.
- Por isso não tirou os olhos de mim?
- Você tem muitas qualidades para alguem colocar os olhos em você.
- Diga-me.
- Não quero parece vulgar.
- Impossivel, conheço o suficiente para saber que nunca seria.
- Majestosamente impecavel, a ponto de desperta os desejos mais primitivos de qualquer homem.
- Inclusive você?
- Sim, mas sei que não é seu objetivo.
- Por que não seria?
- Por que desde que nos conhecemos, você sempre fez questão de deixar claro que somos apenas amigos.
- Tudo tem uma primeira vez.
- Sim, mas este fato não terá a sua hoje.
- Muito incredulo você.
- Apenas não cairei em seu joguinho. - Agora ele olhava diretamente em sua face, voltando para frente apenas quando uma luz alta lhe chama atenção.
- Que jogo?
- Se estou jogando é porque quero descobrir.
- Muito atento você.
- Você me conhece, isso não é surpressa.
- Chegamos. - Jhenifer finalizou lhe mostrando o local exato.
O lugar estava cercado de flores de todas as cores e tipos, um portal marcava a entrada, a porta era alta e no alto havia uma frase que era o tema do lual
" Então o mundo está te chamando de idiota Vá e grite a verdade bem na cara deles: não, não está acabado "
- Que lual estranho.
- Não, apenas diferente.
Quando entraram estava tocando uma musica eletronica, Jhenifer então puxa Bruno e os dois começam dançar. Instantes depois a música passa para um mais lenta.
- Então, isso é tudo é porque Lidiane pediu?
- Não, ela apenas pediu para em certificar que estaria bem, o resto foi por minha conta.
- Não valho tanto sacrificio, poderia aproveitar sua noite com milheres de outras pessoas melhores.
- E qual seria a graça, apenas você precisa de mim hoje.
- E se eu ficar mal acostumado e querer todos os dias?
- Impossivel. Quando começou com Lidiane, seus olhos demoraram muito tempo para brilhar ao falar dela.
- Mas eu nunca havia gostado dela antes.
- Bruno, Bruno, não se deve confundir amizade com amor.
- Não estou confundido.
- Apenas liberte-se, essa noite pode tudo, o unico limite é nossa conciencia.
Bruno ficou confuso, não conseguia assimilar exatamente o que ultima afirmação queria dizer, mas por mais que ela fosse sua amiga, dança com ela, sentir seu corpo, sua beleza, fazia seus pensamento perseguir pespectivas até então obscuras.
- Minha conciencia diz para beija-la agora.
- E ela está preparada para as consequencias?
- Quais, vo morrer? - Ironizou com um meio sorriso, fazendo Jhenifer retribuir.
- Você não é de momento, e há muita confusão em sua mente, quando quiser fazer isso verdadeiramente terá toda a liberdade.
A musica parou, todos começaram a andar, Bruno puxado por Jhenifer começou seguir a multidão.
- Onde estamos indo?
- Ti apresentar é claro.
- Como?
Ao chegar em um grande pouco central, todos sentaram-se em circulos, havia aproximadamente umas 100 pessoa, silencio profundo, aquele local agora era unico ponto luminoso da praia. Um homem subiu no palco.
- Amigos, aqui estamos novamente, comemorando mais um fim de mês, unindo nossas energias com musica, astral e elegancia, saboreando o maior prazer da vida que é a uniao em torno de um unico objetivo, tornar realidade o que somos. Jhenifer trouxe um amigo, como todos, passa por um grande problema, e sua tarefa é mostrar seu lado artistico.
Bruno incredulo e sem saber o que estava acontecendo, dirigiu seu olhar até jhenifer lhe fuzilando.
- Tenha calma, apenas queremos que você toque. Depois eu lhe explico.
- Tenho escolha?
- Claro, mas o que ganharia fugindo.
- O que é para eu fazer?
- Apenas toque e cante como gosta de fazer sozinho.
- Mas, mas... Você contou a eles?
- Claro.
Bruno parou, olhou ao seu redor, e sem escolha se dirigiu até o palco.
- Meu lado artistico é escrever, mas desde que aprendi a tocar não consigo para de unir palavras e música, de alcançar a leveza da alma atraves de melodia e sentimentos. Hoje irei tocar 'Essa Noite'.
Bruno começou a tocar levemente o piano, e as palavras foram saindo, o silencio total contribui para tornar tudo que ele dizia profundo e verdadeiro.

ESSA NOITE

Lembranças de como começamos
E a alegria de te ter do meu lado
Me lembra o dia que você deixou minha vida
Solidão é minha companhia
E toda a esperança se dissipou lentamente
Acho difícil agüentar aqueles dias vazios

Tenho que encarar isso sem você
Todo o amor se foi
Te encontrarei?

Essa noite, só essa noite
Minhas lembranças voando através do tempo
Essa noite, só essa noite
Se eu pudesse trazer o tempo de volta, eu faria essa noite

Lembranças de como tudo acabou
E a dor que sinto porque você não está por perto
Me lembra a ternura
E tínhamos encontrado o amor
Uma parte de você sempre estará comigo
Há ainda solidão que tenho que agüentar
Se eu só pudesse me afogar de novo nos seus olhos

Tenho que encarar isso sem você
Todo o amor se foi
Te encontrarei?

Essa noite, só essa noite
Minhas lembranças voando através do tempo
Essa noite, só essa noite
Se eu pudesse trazer o tempo de volta, eu faria essa noite
( Música Tonight da banda Krypteria )



Ao fim da música todos bateram palmas e quem estava mais proximo lhe deu os parabens. Até conseguir voltar a Jhenifer demorou por volta de dez minutos. Ela estava a sua espera no mesmo lugar.
- Que loucura foi essa. - Perguntou por fim.
- Eu que ti pergunto, para quem escreveu essa música? Nunca a ouvi antes.
- Na noite que Lidiane me deixou muita coisa aconteceu, então para não sutar passaei algumas horas escrevendo.
- Horas produtivas.
- Mas me diz, - sua expressão ficou seria- que grupo maluco é esse.
- Não somos malucos, é apenas um grupo que se reume todo fim de mes para as pessoa mostrarem o melhor de si, sem criticas ou julgamento, um momento para sermos quem somos e mostrar o que temos de melhor, se reparar nem bebida tem aqui.
- Interessante, achei bem produtivo.
- Sim, somos tipo um alcolicos anonimos onde a droga é essa merda de mundo.
- Que revolta.
- Não liga só forma de falar mesmo. Agora vamos ficar quetinhos, vai começar outra apresentação.
Bruno e Jhenifer ficram até o fim das apresentações, isso era mais ou menos duas horas da manhã. No caro após um breve silencio, Bruno o quebra indagando Jhenifer.
- Você me chamou para me destrair, mas ess noite foi muito mais, me sinto estranhamente bem.
- Claro, queria lhe dar momento agradaveis e não apenas passar a noite jogando conversa fora, não é assim que faz alguem esquecer as coisas. Lembre-se momentos bons traz pespectivas boas.
- Ual!!! Onde aprendeu falar bonito assim?
- Seu idiota!. Rebateu Jhenifer lhe dando um murro no ombro.
E assim seguiram até que ele deixou Jhenifer em sua casa e se dirigiu para a sua. Tamanha era sua alegria que nem tirou nada, foi direto para a cama e dormiu com a roupa que estava. Não demorou para pegar um sono pesado o mesmo ocorreu com Jhenifer. Agitação, cançasso, alegria foi o suficiente para eles terem uma boa noite. De uma coisa o Bruno sabia, apesar da tristeza em perde Lidiane, ainda existia coisa boas para aproveitar, e suas forças e determinação estavam revigorados.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

EM GOIANIA

Olá, pessoal, aqui estou eu em Goiania em mais uma aventura pra conhecer uma amiga virtual \o/

Poesia adaptada de uma musica.

Foi em uma outra vida Uma de labuta e sangue Quando trevas eram uma virtude e a estrada estava coberta de lama o melhor de mim era ser uma criatura sem forma 'Pode vim' ela disse 'lhe darei abrigo da tempestade' Nenhuma palavra foi dita havia pouco risco envolvido tudo até aquele ponto foi deixado sem resolver Tente imaginar um lugar seguro e aquecido foi o que encontrei quando lhe abracei.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Conto - Parte VI


O quarto estava muito escuro, e eu sonhava, tinha certeza disso. Era novamente aquela mulher, e eu me sentia fazendo parte dela, ela assemelhava-se á mim, e eu a ela, fazíamos parte do mesmo plano, eu podia sentir a sua tristeza, ela estava triste, pois acabara de perder o pai. Eu era parte inteira dela.

Sentei-me na cama, ainda chorando muito, ter sido a primeira a ver meu pai naquele estado lastimável foi triste demais, dolorido demais. Eu sentia tanto a sua falta, se Yenz estivesse agora ao meu lado, tudo seria menos doloroso de se enfrentar, eu não o via desde que fora visitá-lo na Bastilha, não sabia como, mas ele conseguira fugir, era o lado monstro dele, ele falava-me sempre sobre isso, o lado monstro que ele muitas vezes não conseguia dominar.

Escutei barulho em minha janela, vi seu rosto, seu riso triste era acolhedor para mim.

- Justinie? – Ele fechou a janela e veio me estendendo os braços, acolhedoramente. – Minha querida, tive muitos problemas, queria estar ao teu lado neste momento tão difícil, no funeral do teu pai, mas isso me foi impossível. Perdoe-me minha amada. Por favor meu amor, não fique assim.

- Foi desleal o que o fizeram Yenz! Foi por demais desleal. Mataram-no por trás, não o deram chance de defesa, papai era bom em duelar com espadas.

- Ah meu amor! Temo em lhe dizer que teu pai talvez não tivesse a menor chance, mesmo que o ataque não tivesse lhe ocorrido de modo tão desleal como foi.

- O que sabes? – Ele tomou meu rosto em suas mãos, acariciou-me as maçãs do rosto e secou minhas lágrimas.

- Temo que o que matou teu pai, não fora um mero humano. – Ele buscava as melhores palavras para falar-me sobre o que tanto me fazia sofrer. Como não dizer que me apaixonei por ele no primeiro momento em que o vi. – Ouvi falar que teu pai tinha inimizades com um vampiro demoníaco.

- Papai tinha inimizades com vampiros? – Aquilo me parecia terrível demais, eu sabia onde estava meu Cetro Lunar, e algo me disse que eu precisaria dele. – Tu sabes que tenho um Cetro poderoso?

- Sim.

- Quando mamãe pediu que eu procurasse Marie na floresta para resgatá-lo, Marie, que era a mulher que o guardava, me disse que ele era importante pra lidar com vampiros e com lobisomens.

- É importante que você saiba que este Cetro pode me fazer mal.

- Não, ele corta o efeito da lua sobre a transformação de lobisomens.

- Ele é muito importante então. É fundamental de que estejas de posse dele, sempre que estiveres ao meu lado, eu nunca sei quando perderei o controle diante de ti.

- Não o temo. Eu o amo Yenz, jamais temerei a ti.

- Eu poderia ter lhe ferido ontem, poderia ter lhe matado. Isso é sério meu amor.

Yenz me abraçou, segurou meu rosto com delicadeza, ainda me faltava ar quando ele me beijava, sentia o calor de seus lábios junto aos meus, suas mãos deslizavam suavemente por minhas costas. Ele parou repentinamente e se afastou de mim.

- Penso que devo ir agora. Não ficaria bem para uma mademoiselle ser pega com um homem em seus aposentos.

- Por favor, Yenz, fique.

- Justinie, meu amor, não sei se devo. Sou homem e... – Me atirei em seus braços, às lágrimas me desciam o rosto novamente, me apavorava a idéia de ficar sem meu amor ao meu lado.

- Fique...

- Tudo bem. – Ele me deitou em seu colo e acariciou-me.



- Clair? Clair você está sonhando?

- Hummm?

- Amor? Tá sonhando?

- Estou acordando... – Murmurei. Todo o cenário havia mudado e agora eu estava ao lado de Pierre na cama, o modo como ele me tratava e Yenz tratava Justinie, impossível não relacionar um ao outro.

- Você estava sonhando?

- Acho que sim. Sonhei com aquela mulher que Raven mencionou.

- O que você sonhou?

- Lembro-me apenas de fragmentos. Parece que ela havia acabado de perder o pai, ela estava sendo consolada por um homem, que me parecia ser o marido ou o noivo dela, mas do nada, ambos começaram a falar de vampiros e lobisomens, e ela mencionou um Cetro. E o mais curioso é que existe no Louvre um Cetro que possui o nome Voyalle, você sabe disso!

- Do Cetro? É verdade, fui eu quem lhe mostrou, lembra?

- Sim. Ela falou deste Cetro, disse que ele era importante na luta contra vampiros.

- Um Cetro de bruxaria só pode ser usado por uma feiticeira poderosa, feiticeiras aprendizes não podem manuseá-los. Definitivamente não pode ser usado por qualquer um. – Ele acariciou meus cabelos e se levantou, beijando meus lábios. – Vamos ver o Raven, você poderia falar com ele sobre este sonho. E você vai conhecer um amigo meu que também entende de sonhos, ele pode te ajudar.

- Um vampiro?

- Claro que sim linda! – Ele me deu outro beijo, agora mais demorado. – Já tem idéia de como vai se arrumar?

- Ainda não sei. Tem alguma idéia pra me dar? – Ele parou na porta do meu guarda roupa e meneou positivamente a cabeça, abriu-o e procurou entre minhas roupas, retirou dois vestidos de gala, um preto e outro vinho e os levou até mim.

- Esses dois, qualquer um deles vai lhe fazer a mademoiselle mais elegante e maravilhosa da festa.

- O preto é mais longo, está frio, acho que é melhor.

- Ele te deixa com o colo bastante realçado.

- Modo gentil de me dizer que ele me deixa peituda. – Eu sorri e ele também.

- Peituda é muito hostil. – Ele ainda ria. – Te chamar de peituda é vulgar, chulo, dizer que seu colo fica realçado é um elogio gentil. Vantagens de ser homem, ou do sexo masculino, já não consigo me achar um homem, assim meramente. Bom, enfim, não tenho que me preocupar com roupas.

- Eu consigo achar um homem e tanto aí... – Puxei-o pelo braço, fazendo com que seu corpo ficasse sobre o meu, beijei-o. Ele estava de calça apenas, dorso nu, fiz de conta que não vi meu hobby caído, deixando um de meus seios em contato com seu corpo. Eu vi sua excitação. Ele me beijou os lábios com fulgor e levantou-se um pouco, vislumbrando toda a minha silhueta. – Viu como você ainda é um homem? – O abracei, senti seu corpo em contato ao meu, amava aquela sensação.

- Tudo bem, eu me rendo a você linda, eu ainda sou um homem, ou uma parte de mim. – Ele me beijou novamente e me acariciou todo o corpo levantando-se da cama. – Agora minha linda mulher, nós temos que nos arrumar pra uma festinha chata, porém necessária, eu me viro rápido, agora a mademoiselle leva um bom tempo entre o chuveiro e o último retoque do batom.

- Sou uma mademoiselle, tenho que me arrumar bem.

- Eu sei disso! – Outro beijo, um convite para ser abraçada. – Um banho juntos? O que me diz?

- Tentador. – Ele já estava me levando para dentro do banheiro, havia apenas uma toalha lá.

Até conseguimos tomar um banho rápido, sem muitas distrações, porém algumas eram simplesmente inevitáveis, eu não resistia a seus carinhos e nem ele aos meus, inútil tentar fazer o contrário. Sentia-me plena assim, em seus braços, entregue á ele. Coloquei meu roupão quando saímos do banho, e ele antes mesmo que eu pudesse pegar a maleta de maquiagens já estava praticamente pronto, eu adorava o seu estilo desleixado de se vestir, mas creio que nenhum homem ficaria tão bem em um smoking como ele ficava. Comecei a me maquiar rapidamente, tomando cuidado para não deixar traços exagerados e aparentar ser uma mulher de baixo nível. Pierre sentou-se na minha cama e ligou a TV, procurou o canal de filmes e estacionou em um que tratava do tema zumbies, parei de fazer o que fazia e olhava-o.

Devia ter algum tipo de problema, as memórias me vinham a mente agora com facilidade absurda, logo eu, que sempre fui tão esquecida, lembrei-me do dia em que o conheci, estava iniciando o colegial, Paris parecia grande demais pra mim, eu não tinha noção de como voltar pra casa, papai havia me presenteado com um apartamento belíssimo na parte central da cidade, e eu sabia que minha escola não ficava longe de lá, mas ainda assim estava perdida. Fiquei tão desconcertada, dei um belo encontrão com um homem, era Pierre e no momento que o vi pela primeira vezeu soube que ele era o homem que eu amaria para sempre, ele ainda estava nervoso por ter trombado com um louca desorientada. Deixei o delineador cair no chão.

- Hei Linda! – Ele me estendeu o delineador, encostou sua testa na minha. – Está tudo bem?

- Lembrei-me do dia q eu te conheci.

- Uma louca! – Ele riu e meu beijou. – Você parecia uma louca! A louca mais linda que eu já vi. Eu ia te xingar, mas quando vi seu olhar, aquele sorriso desconcertado, você me rendeu pela primeira vez, fui incapaz de lhe ser indelicado.

- Você foi gentil, me mostrou toda a cidade, os atalhos, os lugares tranqüilos e perigosos.

- Não se atrase linda. – Ele me beijou os lábios com todo o amor que eu gostaria de receber. – Eu prometo que quando passar a chatice da Seita, eu te levo em um lugar legal.

- Estou com medo de essa reunião ser terrivelmente chata. – Ele voltou a se sentar na cama. Não demorei muito pra terminar de me arrumar. Como sempre fazia pedi que Pierre me ajudasse com o vestido. Ele havia alugado um carro no dia anterior, ele desceu na frente para buscá-lo.

O lugar onde a reunião aconteceria me surpreendeu, um castelo lindo, ficava fora de Paris, estávamos em um castelo maravilhoso, o Château de Fontainebleau, haviam tantas pessoas que deixei meu queixo cair. Pierre sorriu enquanto me olhava.

- Lindo não é?

- Maravilhoso demais!

- O Villon ama este lugar, e ele realmente é muito bonito.

- Todos, todos eles são vampiros? – Perguntei ainda tonta com a beleza do lugar.

- Não, nem todos, os serviçais são humanos, nossos escravos.

- Eles sabem o segredo?

- São nossos escravos, nem tem vontade própria, eles podem saber o segredo, apenas eles.

- Escravos?

- É meu amor, escravos. Não se preocupe com isso meu amor, eles ficam bem.

Seguimos a fila de carros, uns três veículos, penso eu. Pierre parou o carro e um homem trajando um terno com gravata vermelha aproximou-se.

- Monsieur Legrand, creio que esta seja Mademoiselle D’Vielmont, caso ocorra algum imprevisto Monsieur Voyalle pediu que informasse á todos que são joalheiros, que trabalham artesanalmente diamantes.

- Sim, eu entendi. Obrigado. – Pierre desligou o carro e estendeu a chave ao homem e levantou-se do banco abrindo a porta.

O homem deu a volta no carro e abriu a porta pra mim. Estendendo-me a mão.

- Mademoiselle D’Vielmont, sugiro que a Mademoiselle use seu casaco, se estivéssemos mais próximos uma semana do inverno eu diria que esta noite iria nevar.

- Claro, seguirei o seu conselho. Muito Obrigada.

Pierre me estendeu seu braço, o caminho já não era tão longo até a entrada do castelo, o nome Voyalle me chamou muito a atenção.

- Quem é o Monsieur Voyalle ao qual este homem referiu-se? – Perguntei.

- É o Martin. Ele é seu parente sim, não é mera coincidência. Você vai conhecê-lo logo.

- Estou ansiosa pra tudo que pode vir a acontecer. Ansiosa no sentido de nervosa mesmo.

- Vai dar tudo certo meu amor. – Abaixei o rosto, tudo aconteceu tão rápido, foi mais veloz que eu poderia acompanhar, mas eu vi tudo.

Volmont aproximou-se de nós, pulou como um animal sobre Pierre, dando socos fortíssimos em seu rosto, escutei um ruído seco, como ossos se quebrando, eu não entendia o motivo daquilo estar acontecendo. Aida veio correndo com um homem louro de cabelos curtos, e um outro de cabelos negros compridos veio de outra direção. Quando percebi que Volmont iria atacar novamente me coloquei entre eles, Pierre ajoelhou-se no chão e cuspiu sangue no chão, seu nariz também sangrava bastante, um corte no supercílio e outro na linha do queixo. Volmont deteve sua próxima investida antes de me acertar ao invés de Pierre por muito pouco. O homem de cabelos negros, e olhos tão escuros quanto, se aproximou de nós, ele era muito alto e era branco como nós, seu olhar era muito sombrio, porém não parecia um homem mau.

- Eu posso saber o que está acontecendo aqui? – O homem se divertia um pouco.

- Josh! – Pierre o abraçou amigavelmente, e o homem retribuiu da mesma forma o gesto.

- Você está sempre metido em confusões Pierre! – Ele se voltou pra mim, eu tentava secar minhas lágrimas. – E esta jóia belíssima! Você está realmente linda Clarissia!

- Você me conhece? – Perguntei, minhas mãos sujas de sangue me deixavam ainda mais nervosa.

- A vi umas duas ou três vezes, Pierre sempre te protegeu como se protege algo raro e precioso, totalmente compreensível.

- O que foi isso Val? – O homem louro perguntou.

- Ele estava com ela, eu não me contive. – Volmont respondeu desconcertado.

- Val, meu amigo, qualquer um de nós sabe como funciona as hierarquias aqui. Não mude as coisas. – Volmont olhou-me, senti-me invadida por sua tristeza, ao que tudo indica aquilo foi um ataque de ciúmes. Ele se retirou sem olhar pra trás ou se desculpar.

O homem louro também abraçou Pierre.

- Cara, isso foi feio! Ele acabou com você. – O homem sorriu.

- Nem diga. – Pierre me abraçou e me beijou, senti um gosto de sangue vindo de sua boca e aquilo me fez tremer. – Vai ficar tudo bem amor. Estes dois são meus amigos, Josh e Davi. – Cada um me acenou enquanto Pierre mencionava seus nomes. – Davi é seu irmão, Aida vai te apresentar melhor á ele e a outra irmã de vocês logo.

- Olá, parece que vocês sabem mais sobre mim que eu sobre vocês.

- Sim, Pierre jamais poderia falar muito de nós pra você. Mas soube que ele fez algo pior, falou a verdade sobre si mesmo. – Ele deu um tapa nos ombros de Pierre e deu as costas. - Não sei quanto á vocês dois, mais eu estou morrendo de frio aqui fora. Até logo.



~~~~> Oi amigas e amigos.... Sei que ficou grande, era pra ter ficado ainda maior, desculpem-me, mas é que este era um dos maiores capítulos, estava com quase dez páginas, eu consegui resumir em 4 e meia. No próximo post eu liqüido essa festinha de uma vez, estou falando dela á umas quatro postagens. Gente, amei os comentários de vocês, acho lindo o carinho de vocês!!!!!! Beijos e abraços pra todos!!!!!!

~~~~~~>> Mein Herr, Ich Liebe Dich!!!!! 10000000 Küsses!!! Ich Vermißte Ihre Anmerkungen Hier!!!!

...A Dama da Noite...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A mudança - Parte 2

De dentro do guarda roupa saiu uma boneca, vestida de noiva. Seu vestido estava completamente ensanguentado. Faltava-lhe um dos olhos. Sua boca tinha sinais de que fora costurada. A metade de seus cabelos loiros havia sido arrancada.
- Lembra de mim Cella?- perguntou a boneca com uma voz de puro odio.
Marcela estava no canto do quarto completamente em estado de choque. Primeiro por que havia uma boneca falando com ela. Segundo por que a boneca que falava com ela, havia sido jogada fora a muito tempo atras. Então como a boneca se encontrava ali? E o pior, andando e falando. Isso não era possivel. Ou era?
- Não sentiu saudades de mim? Eramos melhores amigas quando voce era pequena.
A boneca se aproximava cada vez mais, mancando ligeiramente. Marcela se lembrou por que a boneca estava daquele jeito. Mas não conseguia entender o que ela fazia ali. Havia sido jogada fora, e não tinha como estar ali de novo, muito menos falando com ela. Afinal ela so falava “Mamae”. Marcela tremia muito, enquanto seu coração faltava sair pela boca.
- Por que voce fez aquilo comigo Cella? Eramos amigas.
Na mente de Marcela, um filme se passava. Ela tinha seus 11 ou 12 anos. Amava sua boneca Camila( a apelidara carinhosamente de Caah), e não largava dela. Um dia ela disse a seu pai que queria um ponei. Seu pai disse que em hipotese alguma. Pois não tinham onde criar o animal, e com certeza era so um capricho dela, que logo iria passar. A garota, chorou, xingou, vomitou, esperneou, usou todos os truques e nada. Seu pai não mudou de ideia. Ela entao subiu para seu quarto. Quebrou tudo que conseguiu. Tirou suas roupas do guarda roupa e jogou tudo pela janela. Mas não adiantava, sua raiva não passava. Se sentou na cama e viu Caah. Pegou sua boneca e a abraçou. A boneca disse mamae, quando sua barriga foi pressionada. Sem mais nem menos Marcela arremessou a boneca longe. Pegou uma tesoura e começou a picotar o vestido da boneca. Agarrou os cabelos e o arrancava aos tufos. Não satisfeita pegou a tesoura e fincou no olho da boneca, torcendo a tesoura ate so ficar um buraco no lugar. Pra finalizar cortou todos os dedos do pe da boneca e a jogou dentro do vaso.
Sua raiva havia abrandado. Já não sentia tanta vontade de quebra suas coisa. Desceu entao e foi assistir TV.
Marcela agora via tudo que fizera, ali na sua frente. A boneca a encarava, daquela forma horripilantemente desfigurada. Marcela se afastava, o mais devagar que conseguia, tentando se aproximar da porta.
- Por que voce fez isso Cella? – perguntou a boneca se aproximando mais.- Eramos tao amigas.
- Eu não fiz por querer. Foi por que eu estava com muita raiva do meu pai.
- Não precisa chorar Cella. Eu não vou te fazer mal, so quero o seu carinho de novo.
A boneca se aproximava de Marcela, que se afastava com total medo e nojo dela. Marcela bateu no armario e ficou encurralada, entre o armario e a estante com suas bonecas e bichos de pelucia.
- Eu so quero um abraço Cella.- disse a boneca encostando na perna da garota.


Bom, essa é a segunda parte. Depois posto a ultima parte. Esse conto é pequeno... Fiz em um dos meus momentos obscuros. rsrsrs
Espero q gostem.

Ate mais...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Conto Parte V


Parecia que alguém estava tentando derrubar minha porta no tapa, o barulho ecoou por todo o apartamento, mas eu mal conseguia abrir meus olhos, Pierre já estava de pé, terminava de vestir sua calça. Ele me estendeu meu hobby.

- Não aconselho que você vá atender essa porta comigo. Fique aqui descansando. – Ele me vestiu o hobby, ainda estava zonza. – Eu faço isso dessa vez, mas você tem de aprender a lidar com essa gente meu bem.

- Essa gente? – Perguntei.

- Sim, caçadores de vampiros...

- Eu nem me tornei uma vampira e já tem gente querendo me matar batendo na minha porta! – Eu quase gritei, teria gritado se não me sentisse tão sonolenta.

- Eu não sei onde está a falha da organização, mas de algum modo, eles sabem quando um novo membro é feito. E como você vê, não perdem tempo! – Ele riu e eu não entendi nada, absolutamente. – Esses que vêm batendo á nossa porta, são bem fáceis de lidar, na verdade eles morrem de medo de tudo que não seja humano, são os hunters que nos preocupam mesmo, esses sempre nos dão bastante trabalho, já ouvi muitas histórias sobre esses caras, em outro momento as contarei pra você, é importante que você saiba de tudo.

- Eu não deveria ir junto? Pra ver como você faz?

- Nem é má idéia. – Ele me deu um beijo rápido. – Mas você parece exausta.

- Porque estou assim? – A porta parecia que ia ser derrubada á qualquer instante.

- É como eu te disse antes, o sol. Fique aqui dessa vez, tranque a porta quando eu sair, e só abra quando eu der três batidas seguintes e te chamar de Clair. Ok? Posso estar enganado quanto aos caçadores lá fora.

- Como você sabe que são caçadores?

- O cheiro deles. – Ele me abraçou. – Não precisa ter medo deles. Você confia em mim? – Eu fiz que sim com a cabeça. – Vou te proteger amor, lembre-se disso! – Ele me beijou e saiu.

“Amor”, essa palavra que eu sempre quis escutar dele bateu na minha cabeça, escutei a porta sendo trancada e também quando ele jogou a chave por debaixo da porta. Amor? Eu o escutei me chamando de amor mesmo? De verdade?

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Pierre tinha que conter aquele grupo de homens, caçadores, por sorte eram fracos e tolos. Ele sondava a mente de cada um deles. Eram tolos, até mesmo o mais velho, nenhum deles jamais conseguiu dar fim á um vampiro, a um homem-lobo, ou até mesmo uma bruxa. Mas eles sempre estavam interados de todos os passos dos vampiros, principalmente os vampiros. Eles souberam de Clarissia no inicio da madrugada, e mal havia amanhecido já estavam batendo na porta dela; Talvez tivesse sido melhor leva-la pra minha casa, pensou. Mas agora estava ali, com Clarissia nervosa no quarto.

- Pois não? – Pierre perguntou ao homem mais velho, eram três, um mais velho, bem mais velho, um que parecia ter seus 40 ou 40 e poucos anos e um jovem, de no máximo 27 anos. – Vocês estão exaltados, quase derrubaram minha porta. Posso saber o motivo disso?

- Estamos procurando a Mademoiselle Clarissia D’Vielmont Voyalle.

- Não conheço esta Mademoiselle. – Pierre fez menção de fechar a porta na cara dos homens, mas o homem de cerca de 40 e poucos anos o impediu.

- Rapaz, se eu bem conheço o seu tipo já sabe quem somos... – Pierre enxergou nisso o momento perfeito de atacar. Exibiu suas presas para os homens, o mais jovem correu da forma que Pierre esperava que ele fizesse. O que o impedira de fechar a porta pegou uma estaca de madeira na bolsa, enquanto o outro se agarrou a parede e começou a rezar agarrado á uma cruz de madeira pendurada no pescoço, antes que o homem com a estaca pensasse em como lançar o objeto contra ele, foi agarrado por Pierre.

- Eu pensaria muito antes de fazer uma grosseria dessas, titio! Eu nem mesmo jantei ontem, ainda estou com uma baita vontade de comer, e já me falaram que sangue de padre é uma iguaria interessantíssima. Hei você! Deixe de ser otário e largue-se dessa cruz! Saia correndo igual ao aprendiz de vocês! Amadores! Não quero nenhum de vocês rondando por aqui de novo, hoje eu estou sendo um vampiro muito legal, extremamente legal com vocês, tentem retribuir isso. – O velho continuava agarrado a cruz. Pierre tomou a estaca da mão do homem que ele segurava e a esfacelou em mil pedaços, era tão fácil, mas aumentava sua fome. Ele foi até o velho e arrebentou seu crucifixo rindo malvadamente do homem. – O seu Deus não vai sair do troninho santo dele e vir ate aqui só pra te salvar de mim, esqueça essa idéia meu caro, ele nem mesmo está te vendo agora.

- Não blasfeme ser demoníaco! – Gritou o velho.

- Blasfemar, eu? – Pierre sorriu. – Hei! Cadê você Deus? Seu filho está te chamando! Deus? Deusinho cadê você cara? – Pierre gargalhava. Apertou sua mão no pescoço do homem ainda mais, Pierre o sentia se debatendo em seus braços, e depois ficando fraco, escutava o coração do velho quase parando de bater, soltou o velho no chão e ele tossiu e fez vômitos terríveis enquanto se recompunha. – Acho que seu Deus se esqueceu de você vovô! – Pierre abaixou-se na mesma altura em que o velho se encontrava. – O recado está dado! Fiquem longe daqui! Eu não serei legal assim da próxima vez. E parece que ficou bem claro o quanto esse seu Deus está do seu lado, não ficou? – O homem de meia idade pegou o velho no chão e ambos saíram apressadamente do hall do prédio. Pierre trancou a porta e foi para o quarto.

Fez conforme combinou com Clarissia e ela lhe abriu a porta em prantos, se deixando cair em seus braços.

- Eu... Eu... Eu estava tão preocupada! – Ela suspirou enquanto segurava o pescoço de Pierre. – Nunca mais faça isso comigo! Nunca mais!

- Desculpe. – Pierre a carregou no colo até a cama. – Não farei de novo, mas está tudo bem agora. Não deve chorar, lembra-se disso?

- S-Sim.

- Ninguém vai te fazer mal algum amor. – Pierre adorava isso agora, poder chamá-la de amor. O seu amor.

- A-Amor? – Pierre beijou Clarissia entregando á ela neste beijo todo o amor que guardava, sentiu-a deitando em seus braços.

- Você não é uma mulher de gaguejar. Não é de ter incertezas, eu não entendo como você duvidou que eu te amasse por todo este tempo.

- Eu nunca te entendi. – Pierre sentiu a confusão de Clarissia.

- Amor, eu te amo! Sempre te amei, sempre vou te amar! – Ela o abraçou com bastante força, força que uma mera mortal jamais teria, talvez se Pierre fosse um homem, teria suas costelas quebradas. - Eu te amo tanto!

- Eu só queria ter escutado isso.

- Eu sempre quis falar. Agora posso, e isso não é bom?

- Eu gostei muito!

- É... Eu também gostei muito!

- Continuo tão cansada.

- Você vai ficar assim até o sol se pôr. Deite-se e durma mais um pouco, á noite temos aquele compromisso. Acho que você vai gostar de conhecer o resto da galera.

- São muitos?

- Você verá mais tarde. – Pierre a abraçou por trás e encostou seu queixo em sua nuca, sentindo o cheiro de seus cabelos. – Feche os olhos agora, e durma.

- Você vai ficar comigo?

- Eu seria louco de não ficar?

Embora não tenha visto Pierre soube que ela havia sorrido, o sorriso que gostava de ver, e que depois fechou os olhos. Agora, faltava pouco para a Reunião com a Seita, seria uma longa noite, disso ele tinha certeza.




~~~~~~> Olá amigas e amigos.... Como prometido, passado o furacão vulgarmente conhecido como vestibular da ufmg eu voltaria a postar o conto, e fui bem pontual não é? Estava morrendo de saudades de todo mundo, não tava tendo tempo nem de comentar direito os posts da galera, mas agora, finalmente acabou. Estou de volta....
Pessoas que eu adoro, quanto ao show do Epica, eu esqueci de colocar no post que eu fiz que ele vai ser no Music Hall, no bairro Santa Efigênia em Belo Horizonte(MG), ainda não foram confirmados os valores de ingressos e nem o horário do show. Assim que eu souber aviso á vocês...
Um grande abraço á todos vocês!!!

~~~~~~~>>Mein Herr, Ich Liebe Dich!!!! 1000000000X10000000 Küsses.....


...A Dama da Noite...