
Aquilo era realmente diferente, já havia se metido em muitas confusões, inúmeras brigas, definitivamente seu passado o condenava por ter se envolvido em mais confusões que um vampiro conseguiria entrar, assim, normalmente. Essa agora era bem diferente, sofrer um ataque desses de surpresa só por ter feito carinho em sua namorada, isso era demais. Ela ainda parecia confusa com toda aquela confusão causada por Volmont.
- E então? Isso sempre acontece nessas festinhas? – Ela o perguntou, seus amigos riram do bom humor da jovem vampira.
- Mais comum do que se imagina. – Ele a abraçou carinhosamente pela cintura.
- Pierre, eu não quero atrapalhar essa lua de mel, mas eu tenho que levá-la até Leona, ela precisa conhecê-la.
- É claro. Nicolai está me esperando com os outros. – Pierre lhe deu um beijo nos lábios e lhe passou o casaco. – Não precisa ficar apreensiva, está tudo bem amor.
- Vou ficar muito tempo longe de você?
- Não amor, só por alguns minutos.
- Tudo bem. – Ele lhe fez outro carinho e virou as costas.
Pierre andou até onde estavam localizados seus irmãos e irmãs das trevas, Nicolai conversava em um divã de veludo vermelho com Lisandra, parecia engraçado ver tantos vampiros em um mesmo lugar sendo servidos por humanos, com taças de sangue sempre cheias em suas mãos, deveria estar sendo um choque para Clarissia.
- Pierre! Nicolai, ele chegou! – Lisandra levantou-se do divã, parecia camuflada mesmo naquele sofá com aquele vestido vermelho.
- Oi Lis! – Ele a abraçou. – Nicolai? – Um aperto de mãos rápido.
- Onde ela está? Quero vê-la! Nicolai, você tem que ver como ela é linda!
- Posso imaginar. – Ele voltou-se para Pierre. – Ela está com Leona e os outros?
- Deve estar conhecendo-os agora meu senhor.
- Você a queria para si, sei que está rancoroso comigo por não ter insistido com o Villon, mas espero que você entenda que...
- Meu senhor, todos já me explicaram mil vezes o motivo disso não ter sido possível, e eu acatei, mas jamais irei concordar com os motivos. Apenas dois clãs tinham o direito de abraçá-la e nenhum dos dois contemplou este momento.
- Pierre, ela não servia aos propósitos de nenhum destes dois clãs e você que conviveu com ela por todos esses anos, que não foram poucos, sabe muito bem disso.
- Ainda assim, eu acredito que...
- Você não acredita
- Hei! Vocês dois não vão brigar vão? – Perguntou Lisandra, dando um beijo seco nos lábios de seu criador.
- Não Lis, nós não vamos. – Pierre sentou-se juntos aos seus.
Aida foi até a mulher e a abraçou amigavelmente, Davi a deu um beijo em seus lábios.
- Clarissia, é um prazer tê-la entre nós, seja bem vinda ao nosso pequeno e muito bem selecionado clã.
- Obrigada. – Ela parecia ser uma jovem mulher, talvez um pouco mais velha que eu, tinha longos cabelos louros, os olhos eram de um verde absurdo, pareciam duas esmeraldas brilhantes.
Todos eram muito bonitos, até mesmo Aida com toda a sua excentricidade, aquele cabelo estranho, aquelas roupas que pareciam farrapos de péssimo gosto, até mesmo ela tinha o seu encanto.
- Querida, eu sou Leona, você já deve ter conhecido Davi, e Aida eu nem preciso dizer nada, não se preocupe meu bem, eu não sou uma líder, e o nosso clã é definitivamente um dos mais democráticos da Seita. E outra coisa, nossa fidelidade em Paris é com a Seita governada por Villon, fora de Paris, ou melhor, fora da França você faz o que bem quiser, mas aqui, você deve respeitar aquele porco.
- Ah Leona! Não deixe Villon saber que você pensa isso dele. – Raven, não vi de onde ela havia surgido.
- Raven! Como não senti o seu cheiro de Prinigênie?
- Minha cara, você sabe que este meu título de merda nos serve muito bem. – Ela sorriu sarcasticamente, Raven foi até ela e a beijou a boca demoradamente, estranhei a passividade de Davi com aquele gesto, á pouco tempo atrás ele estava fazendo aquilo com ela. – Não mudou nada meu bem, não é verdade?
- Nunca muda Raven! Nunca muda. – Ele ficou abraçado á ela e me encarou. – Agora já basta deste seu carinho demasiado falso para mim, eu não o quero, eu o dispenso! – Ela o empurrou com força e voltou-se para os braços de Davi e foi acolhida por ele.
- Justinie. – Ele sacudiu a cabeça. – Clarissia! Pequena, como foi seu primeiro dia?
- Foi ligeiramente tenso. – Dei de ombros. – Caçadores foram até minha casa, Pierre se livrou deles, pois eu mal conseguia parar em pé de manhã.
- Nossa! Esses inúteis não perdem tempo mesmo!
- Sentiu medo deles?
- Na verdade temi que fizessem algo á Pierre, ele estava sozinho, estavam em um grupo de três homens.
- Ah! Não se preocupe com isso, Pierre sabe se livrar desse tipo muito bem. – A voz de Davi era calma, alguém totalmente alheio a qualquer coisa.
- O que você quer me perguntar pequena? – Raven me olhou nos olhos, senti-me profundamente invadida.
- Como...?
- Leona, não se incomodará se eu levar a pequena comigo por alguns minutos, vai? – Ela o encarou, e acenou que não se importaria.
- Eu a fiz e ainda nem a ensinei a caçar! – Reclamou Aida. – Ora, se ela ficaria mais sobre a tutela destes malditos Artistas, porque diabos exigiram que eu a trouxesse ao mundo das trevas?
- Aida, essa garota foi disputada por dois clãs sem contar o nosso. Temos que compreender a frustração daqueles que a perderam.
- Preciso ensiná-la....
- Não se dê o trabalho pequena. – Raven me retirou daquele momento de extrema falta de educação, onde eu escutava aquela conversa por trás de um arbusto feito criança. – Leona não é uma mal amada como Aida, mas pode ser bastante rude quando incomodada ou contrariada, Aida como você já bem deve ter percebido acorda todos os dias com o pé esquerdo, faz questão de deixar os bons modos em casa, mas Davi é bom, você vai ir conhecendo-o melhor e perceberá que ele é diferente das duas.
- Você beijou a Leona. – Lembrei-o desconcertada.
- Eu e Leona somos um caso á parte e relativamente longo minha pequena.
- Eu não sei se será educado e gentil Raven, mas parece ter muita afeição por ela.
- Não é deselegante. – Ele sorriu, porém ainda senti um fundo de tristeza em seu olhar. – Leona foi a melhor e a pior coisa que me aconteceu depois que me tornei o que sou. Mas é como ela diz as coisas nunca mudam. Mas quem não vive ou nunca viveu dificuldades amorosas? - Ele levantou suas mãos até a cabeça e sacudiu-as como se espantando algum inseto que o perturbava. – O que vem te perturbando pequena?
- Bem, é que eu tive um sonho com a mulher que você me chama, Justinie, eu não consigo me lembrar de detalhes deste sonho, são apenas fragmentos em minha memória, mas no sonho, senti como se fossem lembranças da minha vida, me senti fazendo parte da história dela.
- De que você se lembra pequena?
- Lembro-me de uma conversa com um homem forte, de cabeleira loura, no sonho, Justinie estava muito triste por ter perdido o pai, que fora vitimado por um assassinato. Ela conversava intimamente com ele, e eu supus logo que ele seria o noivo dela, ou algo assim, ainda não era marido, pois ele entrava escondido no quarto dela, e bem, como já disse eles falavam sobre a tragédia ocorrida com o pai dela, mas começaram a falar sobre vampiros e lobisomens, o homem afirmou ser um lobisomem, e falaram sobre um Cetro Lunar que ela afirmou ser poderoso demais.
- Curioso... – Ele me pareceu realmente espantado. – Isso tudo que você me contou, é íntimo demais para alguém ter lhe contado, e tudo isso que você falou eu sei que aconteceu, foi à própria Justinie que me contou tudo isso. Eu me reencontrei com Justinie em sua última semana de vida e ela me relatou todos os momentos de sua vida, com exatidão absurda nesta semana final de sua existência.
- Eu lembro de poucas coisas, mas é tão estranho como a vida dela e a minha parecem se fechar em um leque. – Ele me encarou enigmático. – Eu gostaria de conseguir entender melhor o que isso tudo quer dizer.
- Talvez não queira dizer nada
- Eu não sei, talvez sim. Mas não me lembro de escutar falar dessa mulher antes. Tenho quase absoluta certeza de que nunca ouvi falar dela.
- Bom, o que não vai lhe faltar é tempo pra descobrir coisas sobre ela. Você conhecerá hoje o filho dela que foi feito vampiro, o primeiro da sua família.
- Outros além de nós dois foram feitos vampiros na minha família?
- Sim, mas não estão mais na Europa, foram para outros continentes a serviço da Seita, na verdade são outras duas. – Ele fechou os olhos. – Lisien e Judith, já ouviu falar das duas?
- Não. Nunca.
- Exatamente, não deveria mesmo, ambas são bem antigas, foram feitas antes do seu namorado, bem antes, e nem mesmo ele as conheceu.
Escutei alguns passos, virei minha cabeça, era Davi, ele não fez a mínima questão de ocultar sua aproximação.
- Desculpe minha interrupção, mas é que Aida pediu para levá-la, ela quer prepará-la para a apresentação.
- Apresentação? – Indaguei, a possibilidade de ser mostrada como uma mercadoria me apavorou. – Como assim?
- Fique calma. Lembra como é entrar em uma nova classe na escola? – Perguntou-me Davi.
- Sim.
- Não é nada diferente e mais frustrante que isso. Não é motivo para ficar nervosa.
- Vá com o Davi, Clarissia. - Raven nos deu as costas, e Davi fez um sinal para que eu o seguisse.
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1 Dá o grito aí!:
Opa. Ja ganhei o sabado, lendo mais essa parte do conto. Ainda mais depois da decepcionante leitura de um livrinho de merda sobre vampiros. Ate q enfim uma historia vampiresca de verdade!!! Parabens Dama da Noite!! Vc continua incrivel!!
Whisper, qnt tempo nao te vejo minha cara... kkkkkk. Bjz
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