quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Oi pessoal, bom, este é o último período da Sétima Parte do conto.... Espero que continue do agrado de todos... A oitava parte já está em andamento...
PARTE III

- Adoro a forma como o Raven faz o Villon de otário! – Josh havia esticado seu pescoço entre eu e Davi. – Todos sabem, Raven é mais competente que o Villon, mas o Villon é mais velho que ele, que pena.

- Quem é Villon? – Perguntei humildemente, parecia tão obvio.

- Ah é! Villon é o Príncipe de Paris, mas governa quase toda á França, sou aliado da seita por conveniência, mas geralmente eu e meus irmãos e irmãs temos uma posição neutra quanto á guerra das Seitas, aprendemos que isso tudo tem propósitos maiores.

- Josh é o rei dos mistérios. Clarissia, ninguém sabe o que os Filhos fazem e o propósito deles.

- Nem precisam. Saibam que eu controlo os sonhos, eu governo o mundo da mente.

- Isso é bastante misterioso. – Comentei, para não ficar muda.

- É, e isso é bom! Ora, como eu conseguiria vampiras gostosas sem este mistério todo? – Ele questionou sorridente.

- Quanta confiança. – Pierre estava vindo em minha direção. - O que houve com você? – Ele me perguntou enquanto aproximava-se.

- Em qual das vezes? – Perguntei.

- Nas duas vezes.

- Eu a vi novamente. A vi com aquele vampiro estranho, Martim. Ele é filho dela?

- O que Martim fez com ela Josh? Você sabe?

- Posso ter me enganado, mas acho que ele estava invadindo a mente dela.

- Este dom não pertence ao clã dele.

- Raven o ensinou.

- Que droga! – Ele passou sua mão por minha cintura. – Quando você quiser, podemos ir embora.

- Quero ir dormir, estou cansada demais. – Afirmei.

Pierre se despedia de seus amigos, eu estava com Aida, ela marcava uma saída na próxima noite, ela queria me ensinar a caçar e a usar meus dons. Senti um puxão no meu braço.

- Finalmente estou te conhecendo. – Era ele, o filho de Justinie. – Raven disse que você era parecida com ela. – Ele apertou seus dedos ainda mais em meu punho, parecia bastante zangado. – Ora! Que tolice! Nenhuma mulher se equipara á ela em beleza.

- Monsieur, está me machucando. Por gentileza, solte-me. – Pedi docemente á ele.

- Ela também era uma mulher forte. – Senti que aquela força toda poderia arrancar minha mão do meu braço, eu curvei-me de dor. Aida pedia em voz baixa que ele me soltasse, mas ele não o fez.

- Monsieur, solte meu pulso, por favor. – Senti-me cheia de autoridade então. O via agora com os olhos de Justinie. Olhei para Martim e tive vontade de lhe dar as palmadas que nunca lhe dei. – Escute agora mesmo seu menino mal educado! Insolente! Eu o mimei demais quando criança e agora veja o que eu o tornei, um homem grosso e rude! Estou mandando que me solte agora mesmo e me respeite mais seu insolente! Eu não pensaria duas vezes em lhe dar umas boas palmadas aqui mesmo! – Martim me soltou e ficou abobalhado me encarando. Aida arregalava seus olhos e parecia não crer no que via.

- Justinie querida. – John colocou suas mãos em meus ombros. – Não seja rude com ele.

- Rude John? Eu? Rude com ele? Não! Jamais o trataria de forma distinta á que ele merece. Este mal educado queria arrancar meu pulso John! Eu, que sou a mãe dele. – Martim dava alguns passos sem direção.

- Raven? ... – Ele se perdeu

- Martim, respeite sua mãe rapaz.

- Não Raven, minha mãe está morta! – Novamente eu senti aquela fraqueza. Aida me segurou, mas não conseguiu impedir que eu caísse de joelhos. Raven agachou-se ao meu lado.

- Justinie?

- Raven? O que houve? E porque sempre me chama pelo nome desta mulher? – Perguntei, a última coisa que me lembrava era do vampiro segurando meu pulso com muita força, automaticamente segurei meu punho dolorido, estava arroxeado, talvez quebrado, mas não doía pra tanto.

- Clarissia? Não se lembra o que aconteceu? – Raven me perguntou.

- Não se lembra de nada mesmo bebê? – Aida também havia se abaixado ao meu lado. – Sente-se aqui bebê. O que raios aconteceu aqui Raven? Quem é Justinie? E porque diabos ela te chamou de John? Ela já conhecia o Martim?

- Fique calma Aida! Por favor, não faça histeria. – Ele se voltou para Martim que ainda parecia letárgico. – O que você fez com ela?

- Nada. – Sua voz falhava e ele não tirava seus olhos de mim. – Ela não é minha mãe Raven! Ela está morta!

- Você se parece com ele. – Eu disse, comparando-o com o homem que eu sonhara antes, o homem que Justinie amava. – Você se parece com Yenz, acho que é este o nome dele.

- Ela sempre dizia isso. – Ele respondeu sentando-se ao meu lado. Ele segurou meu pulso examinando-o. – Você pode me desculpar? Eu estava nervoso, não sou bom em controlar minha raiva. – Ao pedir isso percebi que suas orelhas se mexiam como as orelhas de um cão, por detrás delas, saiam mechas de um cabelo diferente dos seus cabelos, eram mais grossos e mais escuros. Reparando melhor em seu rosto, seu nariz era mais comprido que o normal, também se assemelhava um pouco á um cachorro, olhei suas mãos, os dedos eram longos, e as unhas lembravam garras afiadas, alguns pêlos grossos espalhados espaçadamente pelas costas de sua mão.

- Está tudo bem. – Eu disse. – Já nem está doendo mais, mas parece que vai ficar roxo assim por um tempo.

- É parece mesmo. – Ele pegou minha mão e a analisou. Percebi que estava sozinha com ele. – Você é minha mãe?

- Eu... Eu não sei. Acho que não. Certamente não. – Disse á ele.

- Mas você lembra de coisas que ela viveu, fala como ela, e fez exatamente o que ela faria agora pouco.

- Eu não sei. Comecei a sonhar com sua mãe depois que vi Raven pela primeira vez. Hora sonho com ela, hora perco meus sentidos como aconteceu agora, e uma lembrança sobre ela me cai, mas quando recobro a consciência, não lembro de muita coisa que aconteceu apenas fragmentos. Sei que o xinguei, e espero não ter sido indelicada.

- Você foi exatamente como minha mãe seria. – Ele segurou meu rosto agora. – Você se parece demais com ela. Eu menti, os seus olhos, seus cabelos, o tom da sua voz e o modo de falar. Eu não queria ser rude com você, mas quando vi tudo isso, fui tomado por uma raiva muito grande, espero que possa entender. Pensei que estava querendo se passar por ela, pensei que podia já ter escutado histórias dela na nossa família, afinal, você descende do meu irmão, talvez as histórias de minha mãe tivessem corrido por gerações e você teria usado-a para sabe-se lá o que.

- Fiquei sabendo que você era meu familiar recentemente, nunca ouvi falar de você ou da Justinie antes. A primeira vez que escutei o nome dela foi à noite passada.

- Você ouviu algo sobre meu irmão? O nome dele era Addario.

- Sim, vovô Addario. – Sorri. – Ouvi falar dele algumas vezes, mas bem poucas, ele era o tataravô do meu pai. Sei poucas coisas.

- O meu irmão amava meu pai, eu sempre tive muita raiva, revolta por meu pai ter nos deixado, escolhido a morte a ficar ao nosso lado. – Percebi que Raven e Aida estavam longe, e que Pierre estava com eles, olhando de longe desconfiado.

- Eu não sei o que aconteceu, mas acredito que ele não teve outra escolha. – Ele me olhou, parecia nervoso novamente, e eu preferi me calar.

- Quando eu era jovem, nossa família morava em uma aldeia, ficava cerca de uns 78 quilômetros de Paris, era um lugar onde feiticeiros se refugiavam da inquisição, mas este vilarejo foi descoberto, meu pai conseguiu nos esconder, mas voltou para ajudar algumas famílias que ficaram e estavam sendo dizimadas, ele me prometeu que voltaria. Ele nunca voltou, eu tinha apenas 11 anos, meu irmão tinha 3, um bebê praticamente.

- Martim, eu não quero te deixar nervoso. – Deixei claro antes de expor minha opinião. – Mas talvez, o seu pai tenha sido morto também, e morreu em um ato muito nobre, tentando salvar pessoas inocentes.

- Mas escolhendo isso, ele nos abandonou. Eu não gosto do que me tornei Clarissia, e acredito que se ele estivesse conosco, ele teria impedido isso, mas ele não estava, por culpa dele eu me tornei o que sou, minha mãe morreu e sempre alguém da família do meu irmão é fadado á esta maldição. É culpa dele você ter se tornado o que você é!

- Eu não o culpo Martim, jamais culparia seu pai por meu destino. E mesmo que tenha acontecido por causa dele, se ele conseguiu salvar um inocente com o seu ato, isso o absorve.

- Eu ainda não consegui perdoa-lo, esta nobreza, eu não consigo ter. – Ele olhou a nossa volta. – Seu namorado está encarando. O Legrand, não gosto muito dele. – Sentenciou por fim.

- Porque não gosta do Pierre? – Perguntei.

- Sem motivos aparentes, simplesmente não simpatizei. – Ele me olhou. – Não fique nervosa comigo Clarissia, jamais faria algo para prejudicá-lo, ele não é alguém ruim, eu é que não convivo bem com as outros.

- Se você convivesse mais com ele, talvez.

- É, até pode ser. Mas de qualquer forma, eu tenho muitos afazeres aqui na Seita, eu controlo muitas coisas aqui.

- Você tem status aqui? – Perguntei sem querer ser muito intrometida. Ele sorriu da pergunta.

- É, sim eu tenho, os membros mais antigos sempre tem status e responsabilidades.

- Você não parece muito mais velho que eu. – Afirmei.

- Só uns dois séculos, quase isso. – Ele riu. – Eu vou indo, mas gostaria de te ver outras vezes, desfazer o mal entendido. Espero que não pense que eu sou um louco. – Ele riu. - O Legrand está louco pra vir aqui e está sem graça por minha causa. – Ele me abraçou, senti um grande carinho dele comigo neste abraço. – Se cuida, qualquer problema que você, o Legrand e a Aida não conseguirem resolver sozinhos, me procure. – Ele se retirou. Pierre chegou logo em seguida.

- O que ele queria? Ele te machucou? – Respondi negativamente as duas perguntas embora meu punho ainda estivesse roxo. – A Aida parecia assustada, disse que você surtou com o Martim e xingou ele demais.

- Ele estava transtornado demais, mas eu sinceramente não me lembro do que aconteceu.

- Assim como não se lembra direito do que estava dizendo ao Raven na noite em que foi feita e do sonho de hoje?

- Sim, eu juro, é verdade. – Disse, ele parecia irritado.

- Não gostei da forma como aquele Martim estava com você.

- Eu realmente devo ser muito semelhante com a Justinie, que é mãe dele, ele estava muito transtornado.

- Espero que ele lhe deixe em paz. – Sentenciou.

- Ele disse que gostaria de manter o contado comigo. Isso te incomoda amor? – Perguntei temendo sua reação.

- Sim, bastante. – Ele disse. Ele pegou minha mão e foi me levando para fora do castelo. – Mas confio em você! – Disse sorrindo ao perceber minha apreensão. – Ele marcou algum encontro?

- Encontro me soa muito íntimo. – Respondi aliviada. – Não marcou nenhuma visita, apenas disse que gostaria de me ver outras vezes.

Um servo humano foi buscar o carro, estava ainda mais frio agora. Pierre me abraçou e me envolveu em seu casaco, foi agradável. Entramos no carro e dentro de no máximo uma hora estaria confortável na minha cama.



~~~~~> Pessoas adoradas... Eu infelizmente trago uma possível má notícia, só não é ruim por completo porque ainda não foi confirmado. Bom, infelizmente, a data do show de BH do Epica não consta mais no site oficial. Na comunidade do orkut Epica em BH 2010, foram enviados e-mails para a produção das tounês da banda fora da Hoalanda e eles responderam que o show será remarcado em outra data. Bom, espero muito ansiosa que seja apenas isso, uma remarcação de datas, pois seria extremamente injusto com os fãs de Minas Gerais e até de outos estados, que viriam assistir o show aqui em Belo Horizonte se isso realmente acontecer.... Qualquer notícia que eu ficar sabendo (olharei toda hora o site oficial da banda) eu posto aqui como comentário no post mais recente.... Beijos meus amores e vamos torcer pra eles marcarem logo uma nova data...

~~~~~~>>Mein Herr, Ich Liebe Dich!!!! 10000000000000000 Küsses!!!!!


...A Dama da Noite...


1 Dá o grito aí!:

A Dama da Noite disse...

Gente como prometido, o Show do Epica foi remarcado para o dia 11-04-2010(Domingo) e mudou de local, do Music Hall passou para o Lapa Multshow, que também fica no bairro Santa Efigênia. Por enquanto é só isso que estou sabendo, foi o que foi liberado no site oficial da banda.
Beijos!!!