Cercado de duvidas e inibições não sei mais ouvir seus pensamentos, estou fantasiando momentos, gestos e opiniões, esperando que as promessas sejam cumpridas e em momentos vazios a verdade se torna uma mentira movida por esperanças malucas.
Em um tempo que ninguém fala, nada é tocado, as perspectivas são frias, um conjunto sem calor, sem vida, onde não há um elo, não sei acreditar em mim, tudo gira em um fantástico acontecimento de infelicidade dado a mim pelo acaso, criado por atitudes e morto por desilusões.
Sou um passado, presente. E agora esquecido no futuro. Relutando em não aceitar, vivo desafiando, escrevo, falo, mas todas as loucuras estão se juntando, combatendo o que se tornou parte de mim, sendo um valor vazio.
Perto de tudo, tudo em busca de momentos, momentos que não sei quais serão, mas que irão ser quando forem e no fim, apenas serei parte, recheado de duvidas sem saber quais momentos tive respostas.
Oscilações. Duvidas. Tormentos. Sentimentos que não resolvem, são apenas algo para distrair o vazio.
Por muito tempo, terei tudo que sempre dispensei, por muito tempo irei imaginar um presente de memórias esquecidas.
Por muito pouco tempo você estará la, em cada canto, em cada mudança, disfarçando suas indiferenças, e eu olhando em seus olhos, imaginando as duvidas, questionando se seus duvidas realmente existiram.
Por um tempo tenho que voltar a ser o que sou, sobreviver a minha própria luta, e então dar vida ao ideal.
Por muito pouco Tempo, de Bruno Luiz.
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