Um texto escrito para você, para mim, para quem se identificar, escrito por causa da Michelle, não exatamente para ela, ou dela, apenas pensando em tudo saiu essas palavras, que sua presença e os momentos bons que vem me proporcionando nesses longos 4 ou 3 anos. Longos nada, passaram rápido, rápido até demais.
Eu vivia preso, amordaçado e gritando por socorro sem ser ouvido, sentido a dor sem poder expressa-la. A liberdade veio por mim mesmo, decidido e talvez preparado.
Conheci um mundo novo, sem fronteiras, onde eu me via, onde era visto, onde pessoas eram pessoas, sentimentos eram percebidos e apreciados.
Era um ser perdido, encontrando-me em alegrias, tristezas e medos, confianças, experiências, igualdade, reconhecimento, conhecimento, uma troca, um momento, sentimentos movimentando o real, o surreal, tornando ilusão em realidade, compensando o esforço, criando laços e momentos.
Um distante próximo, um próximo distante, tornando o suficiente sempre necessário, elevando a necessidade, criando correntes onde toque, voz, cheiros, gostos, o ver são luxos, luxos tornando-se essenciais, um luxo criado pela riqueza do ser, pela liberdade da alma, pela confiança em amar.
Meu mundo, nosso mundo, momentos de percepções, de sentimentos, de pensar, e resultados do agir.
Esperando, aguardando, alimentando, criando o momento esperado por todos, por mim, por você, o momento do real, da verdade, de marcas, conhecer o que era conhecido, experimentar o que já sabíamos o gosto, ver o que já tinha visto, ouvir o que já havia ouvido e sentir, tocar, que apenas havia imaginado, repetir tudo, mas uma repetição que sempre será única, um novo, um precioso momento, uma equação.
Mundos diferentes se conhecendo, tomando para si sem dor o que lhe faltavam, completando-se, a ausência se tornando presente e a magia da gratidão virando algo tangível.
É possível ver, possível saber, essencial sentir, apreciar o acaso, trancar o passado em busca de perguntas, reconhecer em cada momento as respostas, em cada momento entendendo os sentimentos, movendo o olhar deixando-o fixo no concreto, apreciando o dispensável, dando valor ao indispensável, existindo na tristeza, vivendo na alegria, fases, momentos e conhecimento.
Apreciar o valor do tempo, do ser, para ir embora, com certezas, saudades de algo, ter dentro de si a verdade, registrado com emoções cada momento vivido, voltar, ficar sem ser o que era antes, aprender, doar, deixar o perfeito e imperfeito, e por fim, amar para deixar no tempo que passou uma marca de eternidade, uma marca profunda e renovável, vivendo, não apenas o que temos que viver, e sim o que queremos.
Viver o que temos que viver no tempo que queremos viver. Por Bruno Luiz

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