

Minha mente estava cansada, estava tentando me habituar aquele novo estilo de vida, mas parecia que eu já não tinha muito controle sobre o que seria do meu futuro e que ele ficaria a cargo da Aida, ou até mesmo do Pierre. Eu não queria que fosse dessa forma, eu queria decidir o que eu faria no dia seguinte e não receber uma ordem da Aida pra me encontrar com ela ou então do Pierre dizendo que eu tenho que ficar no quarto e esperar que ele volte, queria sair com a Dess novamente, ir á ópera, aos cafés, queria ao menos sentir o sabor das bebidas como eu sentia antes, não tinha mais graça beber uma taça de vinho, um gim, um simples copo de água era terrível de se beber, comidas então, nem pensar, o cheiro de comida me causava uma sensação estranha. Somente o sangue me atraía, e eu estava conseguindo, aos poucos, estava me tornando uma boa caçadora, e tudo era como a Aida havia me explicado.
- Homens meu bem, não resistem aos atributos de uma bela mulher. – Ela sorriu maliciosamente. – Eles não precisam saber que por detrás do seu rostinho de anjo, se esconde um terrível demônio.
E ela estava certa, nunca perdi uma única presa, nunca precisei de mais do que um olhar cobiçoso, um gesto insinuante, e algumas palavras que exprimiam um falso desejo por estes homens. Uma roupa adequada também sempre ajudava, embora estivesse muito frio, um decote adequado e uma saia ou calça que mostrasse o valor das minhas pernas sempre ajudavam na hora de caçar.
Um café ou um bar sempre seria um bom lugar para se encontrar uma boa presa, marquei de me encontrar com Pierre, Aida e os rapazes ali. Era um ambiente pra se caçar pela inteligência, era meu desafio favorito, a Aida já preferia uma coisa mais simples, ir a uma casa noturna, pegar o primeiro idiota bêbado que aparecesse na sua frente. Eu já achava interessante conversar com a minha vítima, entende-lo, adivinhar seus paços quando eu me revelasse á ele, sentir o seu pavor antes de me deliciar com o seu sangue. Sim, esse era o meu jantar favorito.
Enquanto estava sentada esperando meus acompanhantes chegarem eu observava o ambiente, havia ali algumas presas que me interessavam
- Chegou cedo. Onde está Pierre?
- Com Nicolai.
- Agora tudo voltou a ser o que sempre foi. Pierre deixou de ser pupilo dele á anos, mas ainda vive sobre seus cuidados, debaixo da saia do Nicolai.
- Eu também costumo chamar isso de amizade. – Retruquei sem paciência. – Mas de que vale isso pra você, você não acredita em nada disso.
Ela ficou
- Já escolheu seu jantar? – Perguntou maliciosa.
- Ainda não tenho certeza.
- Detesto escolher comida nesses lugares. – Reclamou. – Aqui você precisa conversar com os homens, mostrar que é uma mulher inteligente.
- É ai que está à graça Aida. Diga-me, o que tem de interessante em mostrar meus seios e minhas nádegas bem desenhadas á um idiota bêbado?
- Praticidade. – Ela respondeu virando o rosto e mirando em um rapaz jovem, talvez mais jovem que eu um ou dois anos, se eu fosse mortal ainda, claro. Por ser jovem demais, estava se alcoolizando, tipo de jantar que a Aida gostava.
- Achou seu jantar, mamãe? – perguntei sarcasticamente.
- Você está me saindo pior que a encomenda! – Ela riu. Percebi que os rapazes estavam entrando. – Teve uma boa mestra foi? – Questionou satisfeita.
- Talvez. – Pierre beijou minha testa e eu acariciei seu rosto, gostaria de poder beijá-lo, mas tanto ele quanto eu, sabíamos que este ato estragaria a caçada da noite.
- Oi amor. – Ele sussurrou. – Estava louco pra te ver. – Ele acenou para uma atendente que veio saltitante, vi nela uma boa presa pra ele. – Me traz uma cerveja. Alguém me acompanha? – Apenas eu não quis cerveja, me contentava com a taça de vinho intocada em minha frente.
- Vai atacar de cerveja hoje meu amor? – Perguntei.
- Queria ficar bêbado, uma pena que eu não possa. – Ele suspirou. – Vou ver minha mulher dando em cima de outro cara! Isso é insuportável!
- Hei, eu também tenho que te ver conquistando mulheres pra poder caçá-las! E acredite, tenho vontade de matá-las! – Quase gritei.
- Eu quero te beijar! – Pierre segurou meu queixo.
Ainda ficamos conversando, todos nós estávamos animados. Foi quando ele se levantou, era minha hora de agir. Ele pegou o seu livro e guardou os seus óculos no bolso interno do casaco de neve. Peguei o meu casaco também, virei-me para acenar um até logo para meus amigos e meu amor, dizer a Pierre de uma forma que apenas ele escutasse com o meu dom das sombras que se encontrasse comigo mais tarde, que viesse atrás de mim. Foi ótimo, trombei com minha vítima, ele me encarou desconfiado e se abaixou para pegar minha bolsa e seu livro.
- Desculpe. – Eu pedi.
- Tudo bem. – Sua voz era grave. – Se machucou?
- Não foi nada demais, não precisa se preocupar.
- Seus amigos não vão lhe acompanhar? - Ele perguntou, e eu vibrei por dentro, ele havia mordido minha isca. – Esta cidade já não é das mais seguras para uma Mademoiselle ficar andando desacompanhada durante a noite.
- Sim, pode realmente ser perigoso andar por esta cidade desacompanhada, solitariamente. – Estava pensando nele, pobre coitado.
- Eu posso lhe acompanhar até um ponto de táxi se você desejar. – Ele se ofereceu simpaticamente.
- Ah não! – Disse eu fingindo estar desconcertadíssima com a situação. – De forma alguma quero incomodar-te.
- Não é incomodo, eu a levo até o ponto de táxi, fica a duas quadras daqui.
- Bom... – Ponderei. – Sendo assim, eu aceito sua proposta. – Fácil demais, nem era tão ruim como a Aida dizia ser.
Vesti meu casaco e ele abriu a porta pra mim; que cavalheiro será que iria me oferecer seu pescoço ou relutaria para me fornecer um pouco da sua vida? Já não estávamos tão próximos do café, era um bom momento para atacar, essa rua em que atravessávamos era particularmente mais escura e deserta. Fingi que buscava por algo em minha bolsa e fingi que isso havia caído em um cantinho bem escuro e escondido dessa rua, muito gentil que era o meu jantar, ele foi comigo até o cantinho escuro para me ajudar a procurar por meu objeto desaparecido, um batom, foi a primeira coisa que me passou pela cabeça.
- Você viu para que lado ele rolou? – Ele me perguntou apertando a visão tentando enxergar no escuro, algo que era bem simples pra mim agora.
- Não tenho certeza. – Afirmei docemente. - Senti-o passar por meu pé e ir pra lá. – Apontei para próximo de uma caçamba, ali ninguém nos veria.
- Parece que ele evaporou. – Eu estava bem atrás dele neste momento, uma falha minha, poderia ser fatal. Ele virou-se para mim. – Não a vi se aproximar, você anda como um gato, não faz barulho algum. – Ele observou.
- Não é elegante andar assim. - Eu observei.
- Você está o vendo? – Ele me perguntou, dando as costas. Minha chance. Fiz como Aida me ensinara.
Concentrei minha força em agarrá-lo com firmeza, um verdadeiro abraço de urso.
- Não grite. – Disse á ele exibindo meu sorriso, com duas presas salientes em minha boca, ele estava apavorado. Tapei gentilmente sua boca com a mão que estava livre e o beijei na testa, passando um falso conforto. – Prometo que não vai doer, será bem gostoso até.
Deixei que minha cabeça pousasse suavemente em seu ombro, senti o cheiro de medo que ele exalava. Finalmente deixei que minhas presas perfurassem o pescoço, que rompessem a carne suave e macia daquele homem, me deleitei com o sabor único de seu sangue, senti ele se debater, depois se entregar e finalmente desmaiar em meus braços. Sabia que essa era a hora de parar, porém não era simplesmente largar a presa de lado, era mais complexo que isso. Concentrei-me novamente e o larguei, dei uma boa lambida no lugar, limpando todo o sangue e fechando os dois orifícios que eu providenciara em seu pescoço. Logo Pierre apareceu.
- Você ficou boa mesmo nisso! – Ele observou antes de me dar um delicioso e demorado beijo.
- Preciso chamar uma ambulância. – Olhei meu jantar estirado no chão. – Está muito frio aqui e o pobre coitado pode congelar em meio a essa neve.
- É verdade. – Ele me abraçou e saímos em busca de um orelhão.
Informei á uma atendente que um bêbado estava caído na sarjeta, Aida e os rapazes nos esperavam em um bar mais a cara deles, Pierre havia feito um lanche rápido enquanto me seguia, e os outros tentavam garantir um bom jantar.
Era estranho analisar assim, mas humanos agora eram apenas comida. Ainda tinha meus alunos, e eu continuava dando aulas em casa pra eles, em períodos noturnos, mas conseguia dar aulas de música normalmente, ou até melhor que antes, a música agora já não me apresentava mistério algum, era tudo maravilhosamente simples, ainda iria fazer os concertos de fim de ano. E lógico, ainda me relacionava com humanos, tinha minha família, meus poucos amigos, meus alunos, meus professores, e todos eram humanos, exceto uns e outros que fui acabar por descobrir que não eram depois de um tempo como cainita, antes disso jamais pensei que algum deles fosse. Mas também nunca desconfiei de Pierre.
Hoje estava mais frio que de costume, nunca na vida vi Paris tão fria em novembro, e com muita neve caindo; não que eu já tivesse vivido muito, mas 20 anos já era alguma coisa.
- Hei! Clarissia? – Era uma voz familiar, mas eu não recordava exatamente de onde a conhecia. Busquei o dono da voz que me chamava. Martim estava escondido atrás de uma lata de lixo.
- Martim? – Perguntei. Minha mente se enchia de confusão toda vez que pensava nele, ou em qualquer outra coisa que viesse a se ligar com Justinie.
- Vem aqui! – Fui até ele.
- Está tudo bem? - Perguntei já sentindo aquela tontura.
- Sim. – Ele puxou meu braço, me deixando também escondida atrás do latão, situação nojenta, o lixo fedia. – Te vi passando, resolvi dar um oi, mas não gosto de aparecer em público.
- Compreendo. – Por um segundo me peguei olhando os pelos nas costas de sua mão e atrás de suas orelhas... Nada gentil da minha parte.
- Sua descrição não é das melhores, devo te informar. – Ele disse entre um risinho malévolo e outro. – Clarissia, você está indo caçar?
- Não, fiz isso ontem e me fartei bastante. Não pretendo caçar novamente tão cedo. – Eu olhei a rua, as pessoas passavam apressadas, já não era tão cedo, Paris já não era um exemplo de cidade segura, ninguém desejava ficar até tarde na rua. – Preciso me encontrar rapidamente com uma amiga do grupo de música, pegar umas partituras do concerto de natal, depois marquei de me encontrar com Pierre em sua casa.
- Claro, era de se supor que estivesse ocupada.
- Você pode vir comigo se quiser tanto ao encontro com minha amiga, quanto na casa do Pierre, os rapazes vão estar lá, vamos tomar umas cervejas, vinho, coisa assim e assistir um filme.
- Cervejas? Bebidas no geral? Filme? Casa do Pierre? Se encontrar com uma amiga? Mortal? – Quantas perguntas, céus qual era o problema dele?
- Sim, isso tudo. – Respondi, tentei demonstrar bom humor.
- Não considero uma boa idéia. Sua amiga não gostaria de me ver.
- Se fala isso por causa dos seus pêlos, resolvemos isso com um par de luvas e com um gorro. Simples. – Ele me encarou, parecia estarrecido.
- Não me relaciono bem com as pessoas. – Ele sentenciou.
- Não? Bem, a Dess é uma pessoa ótima. Nem pense em ver nela o seu jantar! Eu faço você uivar ininterruptamente pra lua se você fizer isso!
- Com uma ameaça dessas, eu jamais ousaria. – Ele sorriu. O sorriso dele era reconfortante, embora me lembrasse um cão de boca aberta.
- Você aceita o convite? Estou ficando atrasada. – coloquei de forma clara á ele. Eu percebi depois de alguns outros encontros casuais com ele que ele me via como uma versão mais jovem de sua mãe. Embora algumas vezes eu me visse como parte integrante de Justinie eu não gostava de pensar nessa hipótese, afastava totalmente a visão dela de mim, tentava não me lembrar deste parentesco, mas parecia que Martim sempre esperava de mim algo mais imperativo.
- Bom, eu aceito, mas não garanto que eu fique por muito tempo.
- Assiste aos filmes tome umas cervejas e volte pra sua casa se quiser, mas hoje, todos vão dormir lá. A casa do Pierre é ótima pra passar o dia, os quartos ficam no subsolo, vários metros abaixo da superfície.
- Eu vou ver como isso fica.
Caminhei ao lado de Martim, que tentava esconder seus pêlos dentro do capuz de seu casaco e agora ele portava uma luva de couro, comprada diretamente de um ambulante, e que obviamente não era de couro, apenas parecia. Dess me esperava no café em que combinamos. Martim me puxou pelo braço.
- Ai! – Reclamei e ele me soltou, mas não antes de fazer com que eu o encarasse.
- Você não disse que viria em um café com essa amiga! – Ele estava nervoso.
- Fique calmo Martim! Céus! Como você vive assim?
- É um bar, tem muita gente lá!
- Ainda bem, os pobres donos iriam à falência se não fosse assim!
- Clarissia! ...
- Venha comigo, a Dess já nos viu! – Puxei-o pelo braço até Dess. Ela me abraçou.
- Clair! Senti sua falta, agora eu quase tenho que marcar hora na sua agenda pra poder falar com você! – Ela brincou com um ligeiro tom de seriedade. – Como você está? E o Pierre? Como vocês estão? Quem é esse cara? – Perguntou por fim apontando para Martim.
- Bem observado. Deixa eu te apresentar o meu amigo, e meio primo. – Puxei um Martim mal humorado e nervoso pelo braço. – Dess, esse é o Martim, meu meio primo, não me pergunte como se faz um meio primo, mas é o que somos. – Ficaria estranho se eu dissesse meu avô, ele não parecia ser muito mais velho que eu. – Martim, essa é a Dess, minha melhor amiga.
Dess apertou a mão de Martin e lhe deu um beijo na bochecha. Entramos, conversamos um pouco, tive que falar um pouco sobre meu relacionamento com Pierre, excluindo algumas coisas, claro. Tudo estava ótimo, até Martim, o mais claro exemplo de mau humor conseguiu conversar e rir um pouco, mas ele era irritado de natureza, divertia-se e ficava irritado novamente. Saímos depois de mais de uma hora de conversa.
- Sua amiga e você falam demais! – Ele estava nervoso.
- Mulheres falam demais mesmo. – Tentei recuperar seu bom humor diferenciado dos demais. – E você é irritado demais! Agradeça por não termos rugas, do contrário você seria uma ruga ambulante!
Pierre já me esperava um pouco além do café de carro, ele pareceu surpreso ao me ver com Martim, mas sua atitude foi muito sutil, ele estava acompanhado de Davi e Josh. Josh abriu o seu largo sorriso, ele não perderia a oportunidade de fazer algum comentário de humor negro.
- Oi meu amor. - Pierre me recepcionou com um beijo longo e delicioso na boca, aquecendo a noite gelada. – Demorou.
- Oi. Você sabe como é quando eu me junto com a Dess. – Sorri. Davi me acenou um olá e Josh escancarava um riso debochado.
- O Martim vai ir conosco? – Ele deu um tapa nas costas de Pierre, desequilibrando-o momentaneamente tamanha a força empregada. – Porra cara! Libera a Clair pra ir atrás no carro. – Ele gargalhou. Martim estava carrancudo como sempre, Davi exibia um risinho camuflado e Pierre o encarava desafiadoramente. – Imagina só que bate saco que vai ser lá atrás! Três barbudos e cabeludos se esbarrando.
- Que bom que você não tem barba então! – Observei rindo. Todos sorriram exceto Martim.
- Sinto muito Josh! Mas sempre quis ver um bate saco no banco de trás do meu carro. – Pierre riu.
- Talvez eu devesse ir embora.
- Martim, uma amiga da faculdade que fazia curso de psicologia me contou que este tipo de observação que você acabou de fazer é uma exigência de auto afirmação. Engraçado não é? – Eu abri a porta do passageiro, Pierre abriu a outra, Josh e Davi se acotovelavam no banco de trás enquanto Martim entrava.
- Pierre? – Martim o chamou.
- Fala cara.
- Você já explicou para a novata que minha posição na Seita está acima de todos vocês aqui neste carro e que nenhum de vocês devem me envergonhar? – Foi maldoso e me deixou desanimada, esperei que Pierre se pronunciasse já que ele foi o questionado.
- Sim. – Pierre respondeu secamente. – porém nem mesmo você, que já fez coisas horríveis e obscenas pela Seita teria coragem de fazer algum mal aquela que carrega a alma da que foi a sua mãe. – o silêncio que seguiu até chegarmos à casa de Pierre foi mortal, ninguém ousou se pronunciar, e eu acreditei sinceramente que Martim apenas não sumiu por estar no carro fechado e em movimento.
Martim segurou Pierre quando descemos.
- Sabe por que eu não temeria? – Ele questionou Pierre, que permaneceu
- É verdade? – Perguntou também retoricamente Pierre. – Você tem realmente certeza do que está afirmando? Então, se é realmente assim, porque você nunca esquece? Nunca esquece e nunca vai conseguir esquecer das palavras que ela lhe disse na noite em que morreu. – Pierre deu as costas, mas desistiu. – Quero que saiba de uma coisa, você nutre certa paixão por Clarissia e sei disso muito bem! Desista disso enquanto pode, e jamais se esqueça da relação entre vocês! Ela não é uma posse, mas o coração dela, que você quer tanto acreditar que está morto, é meu! Não tente se aproximar dela com o intuito de imbuí-la em seu coraçãozinho morto e enterrado ao lado de Justinie! A mesma alma não é o mesmo ser! Justinie foi sua paixão, sua mãe, e Clarissia é a minha mulher! – Assisti aquilo calada e maravilhada, Pierre era o único que despertaria meus sentimentos, nunca amaria outro que não fosse ele.
~~~~~> Amores, fiz meia boca, tava faltanto terminar, ficou faltando um finalzinho, mas como ele já não estava tão climatizado com esses últimos parágrafos, deixei pra próxima que sabe-se lá os deuses quando vai ser, tudo dependo do quanto o pré vestibular vai destruir meu lazer até lá.... Adoro vocês, obrigada pela paciência... Saudades de todos, afinal, não foi só eu que sumi....
~~~~~~>> Mein Herr, Ich Liebe Dich!!!! 100000 Küsses!!
...A Dama da Noite...
0 Dá o grito aí!:
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