sexta-feira, 29 de julho de 2011

You know that I'm not good...

Fala moçada...

Muuuuuitos meses que eu não conseguia sentar pra postar nada, por falta de tempo, por falta de assunto...
Infelizmente, hoje me animei a escrever, mas não "infelizmente" porque estou aqui escrevendo mas pelo assunto que quero falar. Quero utilizar esse post como uma homenagem a artista que foi Amy Winehouse, que amanhã completa 7 dias de morte.


Amy Jade Winehouse nasceu em Londres, no dia 14 de setembro de 1983, e iniciou profissionalmente sua carreira músical com a música Stronger than me, do cd Frank, em 2003. Eu, só a ouvi pela primeira vez 4 anos depois em 2007, quando ouvi e vi o clipe de Rehab, do cd Back to Black, e foi quando me encantei pela cantora maravilhosa que ela foi, e acredito que isso, ninguém poderá negar... Eu lembro de ter comentado com a minha irmã, durante o clipe, e sem conhecê-la: "Nossa, que mulher poderosa, rebelde, que voz potente, ela deve ser muito forte, muito segura de si..."

Os escândalos que sucederam o sucesso alcançado por ela com o lançamento de Back to Black pode ser explicado através de suas músicas: o amor cego que ela sentiu por Blake Fielder, que a iludiu, abandonou e antes disso conseguiu iniciá-la em drogas pesadas como heroína e crack, possivelmente dois dos principais responsáveis pela sua morte. Acho que não se pode somente culpá-lo, muitas outras razões a arrastaram pra esse vício, porém várias vezes, por pessoas diferentes próximas a ela, soubemos a forma como Blake a levou ao consumo de drogas mais pesadas, e ela mesmo diz isso, quando fala na música Back to Black o quanto aquilo era um divisor no relacionamento dos dois: "I Love you much, it's not enough, you love blow and I love puff" (Eu te amo muito, mas não é suficiente, você ama o pó e eu amo a erva).
Amy era tímida, e abusava da bebida no começo pois desde o primeiro show quase tinham que empurrá-la ao palco. Por vários momentos, em vídeos podemos ver o quanto ela está inquieta, desconfortável no palco, e o quanto cantar sobre a dor pela qual ela passava, cantar sobre o quanto aquele relacionamento a havia machucado a feria, e ao mesmo tempo expurgava aqueles maus sentimentos...
Dos vários shows que a vi fazer através de vídeos (infelizmente não tive e não terei o prazer de vê-la ao vivo), entre os ótimos, ruins e péssimos shows, o meu favorito é o que ela fez no BBC sessions em Agosto de 2008. Parece ter sido o mais sincero, em que podemos ver claramente sua dor em Back To Black por exemplo:


Ao fim, eu imagino que ela tava chorando... Mas era preciso segurar esse choro, era uma sequência, pessoas que estavam ali só pra ouvi-la e vê-la...
Em You Know That I'm no Good também é possível ter essa mesma impressão:


Amy morreu aos 27 anos, como alguns outros grandes artistas, Kurt Cobain, Janis Joplin e Jimi Hendrix. Amy não foi um exemplo pra ninguém com relação a sua vida pública e pessoal, a não ser um exemplo a não ser seguido. No entanto, Amy brilhou naquilo que sabia fazer bem: Cantou lindamente, escreveu canções imortais, canções que serão a herança que ela nos deixou e era a razão pela qual eu fui e sou uma fã do seu trabalho.
No dia de sua morte, chorei e vivi o luto de sua perda, por mais incrível que pareça, senti realmente sua partida. Fico triste por saber que aquela mulher que vi no clipe de Rehab, não era a mesma mulher que morreu no dia 23 de julho de 2011, mas alguém que atualmente sofria somente críticas pelo seu comportamento, debilitada pelo uso abusivo de tantas drogas.
Mas é a mulher que está no clipe de Stronger than Me (vou postá-lo aí embaixo pra vocês) que eu vou lembrar pra sempre, sabendo que agora a sua alma torturada pela dor que sentia está livre...

E o anúncio que sempre acontecia no início e no fim do show:

Ladies and gentlemen: Miss Amy Winehouse!




Amy, valeu. Espero que agora você esteja num bom lugar.

Bjoks sussurradas... 
Whisper. 

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